quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

No dia que o chato saiu de casa.


No dia que eu saí de casa
Minha mãe me disse: "Graças a Deus"
Passou a mão nos meus cabelos
Olhou em meus olhos
Começou chorar...

Aonde você for que alguém aguente essa chatice
mesmo onde estiver, em minhas orações eu vou pedir a Deus
que afaste os seus pés daqui...

Eu sei que ela tentou me vender
Nem teve um que encarou comprar
E o sossego lá na minha casa
Desde aquele dia, começou reinar...

A minha mãe bem já dizia que aguentar a mim era um teré
Não entendi o vocabulário, mas não insisti e dei marcha a ré,
E sempre ao lado do meu pai, que também aguentou a minha chatice
Ela me disse assim, "meu filho já vai tarde", alugue outro ouvido, ô meu!

Eu sei que eu era chato pra chuchu,
Mas não a ponto de gritar Urru!
Se minha chatice aumentasse
Seria deportado sem direito algum!

Eu bem queria ser mais "legalzin"
Mas a galera começou "zuar"
E o olhar do povo me dizendo
Ô seu Chatonildo  vai se catar!

E o estoque de foguetes do bairro
Por minha causa, começou minar...
A saída da minha casa, no calendário
É festa popular.

(Paródia da música: No dia em que eu sai de casa - Zezé e Luciano).
Baseado em fatos reais "parodiais".



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