sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Se tem que fazer... Fazer o quê...

Eu mesmo estou cansado de mim... Estou pegando meus compromissos, projetos e pretensões e colocando em "pause" para dar tempo de respirar e ver qual a data no calendário ficaria melhor para realizar. Uma coisa ou outra tem ficado para depois... Coisas de casa, do trabalho, de pessoas... Parece que a agenda está falando assim. "Me deixa, cara!".

Chegando mais tarde em casa, por causa da "hora-besta" no trabalho, resolvi permanecer de bermuda e dar uma adiantada no que eu mesmo gostaria de ter feito, precisamente a dois dias atrás. Não há necessidade de entrar em detalhes, pois esta mesma coisa será publicada aqui futuramente... Se eu não adiar.

Tudo bem, meia noite e alguns minutos no relógio do meu braço e lá vou eu, encontrar a cama e esperar meu celular me acordar ao raiar do dia. Interessante como esta mania de adiar as coisas tem se desenvolvido dentro de mim, até quando o despertador do aparelho celular avisa que é hora de levantar, eu aperto aquele botãozinho chamado "soneca". Assim enrolo por algumas etapas de cinco minutos cada.

Percebi o que estou fazendo; ou melhor estava. Não quero parecer um deputado comigo mesmo, prometendo e programando ser e fazer... Acontece que eu me surpreendi quando deixei de tomar um banho e dormir... Ao contrário, fui fazer o que estava programado desde terça-feira. Ainda bem que desta vez não apertei o botão "soneca" dos meus afazeres. Depois de realizar uma etapa do meu projeto, tomei um banho, sentei-me aqui, e já estou me levantando para que o sono me dê um nocaute nos primeiros minutos desta sexta-feira.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Meu primeiro Corcel 1976 - (continuação).

Minha cara ao conviver com o Corcel
Os dias passaram e eu fui vivenciando situações com aquele carro que nunca mais me sairiam da cabeça, por isso que estou relatando agora... O ano era 2.009, e os problemas seriam mais de dois mil também.

Indo ao trabalho com ele, a roda simplesmente travou, como se estivesse acionado algum freio independente. Assustei porque era a roda dianteira, e de imediato parei o carro quase no meio da rua. Apareceu uma "meia dúzia" de vizinhos curiosos assustados com o barulho de engrenagens mascando.

Com alguma facilidade que nem eu mesmo esperava, consegui um guincho para levá-lo para casa. Passado alguns dias o mecânico disse que o rolamento havia estourado, fizemos o reparo e novamente o carro voltava a circular no meu trajeto.

Certa tarde indo à empresa para buscar a cesta básica, o carro começou a falhar e repentinamente parou. Um colega que estava junto percebeu o cheiro de gasolina pairando no ar e imediatamente constatou que a mangueira que conduzia combustível para o carburador havia trincado. Por pouco o combustível não jorrou para o alternador, mas passou perto. Caso tivesse acontecido isso, talvez iniciasse um incêndio ou algo parecido. Bem... Como não houve churrasquinho de Corcel, adaptamos uma mangueira e fomos para casa, este problema foi solucionado posteriormente.

O tempo passou, e na minha casa eu precisava continuar a construção. Certo pedreiro me cobrou uma quantia de mais ou menos três mil reais, para concluir tal serviço. Para minha infelicidade, eu conheci uma pessoa muito carismática que dizia ser pedreiro nos finais de semana, e durante a semana era motorista de ônibus. Levei este "infeliz" para a minha casa e ele havia me dito que faria o mesmo serviço por dois mil reais. Acreditando estar fazendo um excelente negócio, negociamos a obra e ele na semana seguinte começou a trabalhar.

Realmente o tal motorista/pedreiro era muito bom de serviço. Em pouco tempo fez o combinado, porém eu pensei em aumentar o serviço, dando mais continuidade à etapa da casa, porque o preço cobrado por ele era muito abaixo do mercado. Foi aí que eu entreguei meu Corcel para a "morte". O tal pedreiro, que tinha o apelido de "paraíba" interessou no carro, nisto tentei unir a "fome com a vontade de comer"...

Paraíba ficou com o carro em troca de mais serviços prestados na construção, mas no primeiro dia que ele saiu com o carro eu disse: "Tenha cuidado, afinal de contas se acontecer alguma coisa, você terá que continuar a obra". Eu me referia a algum acidente, furto ou algo que pudesse fazer ele perder o carro. Ainda me lembro quando ele me disse: "O quê é isso? Sou motorista profissional!"... No final da tarde ao encerrar o primeiro dia da segunda etapa recebi uma ligação, fazia cerca de uma hora que o "paraíba" havia ficado com o meu carro:
"Alô... Jefferson... Me socorre aqui! O carro parou, não sei o que é!"
Perguntei: "Aonde você está? Estou indo aí agora!"
Ele disse assim, com voz tímida: "Estou na rodovia, depois do trevo."

Resumindo... O pedreiro estava saindo para uma viagem com o carro lotado de bagagem e de gente. Simplesmente o "paraíba" havia acabado de fundir o motor do carro. E como eu previ, não quis continuar a obra e nem arcar com nada do carro. Meu Corcel foi para oficina no mês seguinte e com muito custo o pedreiro fez parte do combinado.

Confesso que depois disto, desanimei do carro. Para acabar de afundar tudo o Corcel estava quebrando na longarina, o que também é a estrutura destes tipos de carro. Foi feito o motor, e na mesma hora que saiu da oficina apareceu um comprador. Eu, desanimado, vendi o carro e não quis mais saber de carros velhos. Comprei uma moto, e comecei a usá-la para ir ao trabalho. Passei um bom tempo sem nem ao menos interessar por carros usados. Mas, existe uma atração que eu não entendo... Dois anos depois, (sem necessidade) eu havia comprado... Meu primeiro Fusca 1.969... E lá vem mais história.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Raridades por onde passo V.

Será que começou a febre das Lambrettas? Depois de alguns dias que havia sido postado no blog a imagem de duas estacionadas no centro da cidade, encontrei esta que havia acabado de sair de uma reforma.

Depois que um motor deste é refeito e parte elétrica refeita, apenas os bisnetos do bisneto do dono que vai dar outra manutenção igual. As coisas do passado duravam bastante e a manutenção era menor, hoje tudo mudou.

No caso da Lambretta 1.966 que hoje tem seus quarenta e oito anos de vida, ela pode considerar-se uma guerreira. E alguém arrisca aí algum palpite se depois de 48 anos, mais precisamente em 2.062 terá algum Fiat Palio Fire rodando? Ou algum Gol Geração... (nem sei mais qual geração está)... Hein?!

Realmente as coisas antigas duram mesmo! Por que as coisas antigas duram mais? Se tiver a resposta, queira colocar ela como comentário... Obrigado.