quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Aconchegado no cantinho.

Tem a oportunidade de acordar cedo e aproveitar o dia de folga e dorme até o meio-dia.

Tem a chance de passar uma boa parte do dia ao lado de familiares e amigos e prefere assistir televisão.

Tem o instante em que bate a saudade do ente querido distante, mas pega o telefone e olhando para as teclas, acaba por ignorar a ligação.

Tem o momento em que lembra de algo para ser feito em casa, consertado, reparado, substituído; mas o único movimento que acontece é o esticar dos braços no gesto espreguiçante de mais um sinal de cansaço.

Tem a ocasião do bate-papo com a esposa na mesa da cozinha, mas o mais simples de fazer é encurtar os comentários para que não seja necessário entrar em assuntos longos.

Tem a probabilidade de ser mais isolado do mundo interno e externo quem assim está vivendo, não sabendo que o viver não é o respirar, o pulsar do coração somente, mas o interagir, o comunicar, o retribuir próximo a tudo que está em volta de nós.

Tem a possibilidade de repensar um candidato... Nem lembra...
Do síndico...
Do representante do bairro...
Do vereador...
Do prefeito...
Do governador...
Do deputado...
Do senador...
Do presidente...

Enfim, tem a oportunidade, a chance, o instante, o momento, a ocasião, a probabilidade e a possibilidade de fazer algo...
Mas o mais cômodo é aceitar o momento real.
Comodismo... Está segurando com unhas e dentes o verdadeiro progresso do ser, do estar. Afinal de contas, o que parece ser mais conveniente para um, nem sempre é para o outro. Já que não muda nada, deve ficar mais barato mudar a si mesmo. Mas fazendo uma forcinha para mudar o que deve ser mudado. "Para quem sabe ler... Um pingo é letra."

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