quinta-feira, 22 de maio de 2014

O vão vazio do oco.

O título parece algo exagerado, um excesso de explicação... Mas aconteceu o seguinte por estes dias:
Atravessando a rua, somente senti o susto de parecer que algo estava afundando... Era uma parte da calçada que estava aparentemente bonita, mas aos olhares mais profundos notei que a parte de baixo dela não existia, era algo oco.
Tornei a olhar para o lado daquela calçada e vi que o imóvel era chamativo e o piso do passeio também. De nada adiantava, sendo que parte daquele passeio não possuía estrutura para sustentar o piso.
Na realidade eu pareço às vezes com um gato que, assustado dá um pulo esquivando-se do perigo e pronto! Não machuquei, nem caí de cara no chão, apenas aquela desequilibrada equilibrada... 
Eu olhei uma terceira vez para aquele pedaço de chão que tinha fino acabamento por cima e um interior predominantemente vazio, não quis ofender a calçada, nem muito menos denegrir sua imagem, afinal de contas aquele piso oco era apenas mais um "algo oco" naquele bairro... Naquela cidade... Naquele país... Neste mundo. Pessoas lindas exteriormente, que não tem nada de bom por dentro são simplesmente para mim aquela calçada...

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