quarta-feira, 19 de março de 2014

6, 5, 4, 3, 2, 1... verso


Cidade que cresce,
Movimento que não obedece,
Pessoa que ensoberbece,
Acreditando que se enobrece,
Quando resta-lhe só uma prece,
E o amor desaparece...

Cidade que se constrói,
Saúde que se destrói,
Orgulho que lhe corrói,
Aqui não existe herói,
A ferida é que lhe dói...

Cidade de lugar não silencioso,
Onde agita o ambicioso,
Que distrai o atencioso,
Que exclui o precioso...

Cidade desta geração,
Ficarás um dia na ilustração,
Alegando qual comparação...

Cidade, faz parte do universo,
Finalizo no único verso...

Cidade que vive e não percebe o outro morrer...

Observando todas as tardes: o movimento, a correria, o vai e vem de pessoas, a agitação da vida, a corrida dos objetivos, o "voar" dos automóveis... Percebi que aqui o ser humano é apenas um ator coadjuvante. As pessoas nem se olham mais, nem se percebem mais, nem vivem mais...

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