segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Meu primeiro Corcel 1976 - (continuação).

Minha cara ao conviver com o Corcel
Os dias passaram e eu fui vivenciando situações com aquele carro que nunca mais me sairiam da cabeça, por isso que estou relatando agora... O ano era 2.009, e os problemas seriam mais de dois mil também.

Indo ao trabalho com ele, a roda simplesmente travou, como se estivesse acionado algum freio independente. Assustei porque era a roda dianteira, e de imediato parei o carro quase no meio da rua. Apareceu uma "meia dúzia" de vizinhos curiosos assustados com o barulho de engrenagens mascando.

Com alguma facilidade que nem eu mesmo esperava, consegui um guincho para levá-lo para casa. Passado alguns dias o mecânico disse que o rolamento havia estourado, fizemos o reparo e novamente o carro voltava a circular no meu trajeto.

Certa tarde indo à empresa para buscar a cesta básica, o carro começou a falhar e repentinamente parou. Um colega que estava junto percebeu o cheiro de gasolina pairando no ar e imediatamente constatou que a mangueira que conduzia combustível para o carburador havia trincado. Por pouco o combustível não jorrou para o alternador, mas passou perto. Caso tivesse acontecido isso, talvez iniciasse um incêndio ou algo parecido. Bem... Como não houve churrasquinho de Corcel, adaptamos uma mangueira e fomos para casa, este problema foi solucionado posteriormente.

O tempo passou, e na minha casa eu precisava continuar a construção. Certo pedreiro me cobrou uma quantia de mais ou menos três mil reais, para concluir tal serviço. Para minha infelicidade, eu conheci uma pessoa muito carismática que dizia ser pedreiro nos finais de semana, e durante a semana era motorista de ônibus. Levei este "infeliz" para a minha casa e ele havia me dito que faria o mesmo serviço por dois mil reais. Acreditando estar fazendo um excelente negócio, negociamos a obra e ele na semana seguinte começou a trabalhar.

Realmente o tal motorista/pedreiro era muito bom de serviço. Em pouco tempo fez o combinado, porém eu pensei em aumentar o serviço, dando mais continuidade à etapa da casa, porque o preço cobrado por ele era muito abaixo do mercado. Foi aí que eu entreguei meu Corcel para a "morte". O tal pedreiro, que tinha o apelido de "paraíba" interessou no carro, nisto tentei unir a "fome com a vontade de comer"...

Paraíba ficou com o carro em troca de mais serviços prestados na construção, mas no primeiro dia que ele saiu com o carro eu disse: "Tenha cuidado, afinal de contas se acontecer alguma coisa, você terá que continuar a obra". Eu me referia a algum acidente, furto ou algo que pudesse fazer ele perder o carro. Ainda me lembro quando ele me disse: "O quê é isso? Sou motorista profissional!"... No final da tarde ao encerrar o primeiro dia da segunda etapa recebi uma ligação, fazia cerca de uma hora que o "paraíba" havia ficado com o meu carro:
"Alô... Jefferson... Me socorre aqui! O carro parou, não sei o que é!"
Perguntei: "Aonde você está? Estou indo aí agora!"
Ele disse assim, com voz tímida: "Estou na rodovia, depois do trevo."

Resumindo... O pedreiro estava saindo para uma viagem com o carro lotado de bagagem e de gente. Simplesmente o "paraíba" havia acabado de fundir o motor do carro. E como eu previ, não quis continuar a obra e nem arcar com nada do carro. Meu Corcel foi para oficina no mês seguinte e com muito custo o pedreiro fez parte do combinado.

Confesso que depois disto, desanimei do carro. Para acabar de afundar tudo o Corcel estava quebrando na longarina, o que também é a estrutura destes tipos de carro. Foi feito o motor, e na mesma hora que saiu da oficina apareceu um comprador. Eu, desanimado, vendi o carro e não quis mais saber de carros velhos. Comprei uma moto, e comecei a usá-la para ir ao trabalho. Passei um bom tempo sem nem ao menos interessar por carros usados. Mas, existe uma atração que eu não entendo... Dois anos depois, (sem necessidade) eu havia comprado... Meu primeiro Fusca 1.969... E lá vem mais história.

6 comentários:

  1. Aaaa eu sabia, o caramba do corcel quebra na longarina mesmo. É um ou outro que livra, a maioria tem este problema. Muito legal suas historias e seu blog, ja li quase tudo, um abraço.
    Milton (Itamarandiba-MG)

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    1. Milton; todo carro que não é cuidado acaba tendo um final triste. Depois que chega na idade avançada nem as pessoas valem algo. Tenho um e sou zeloso, já tive propostas em dinheiro mas não vou vender, quero ver chegar o dia em que ele será reconhecido como um Fordinho 29.
      Eurípedes.

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    2. Milton:
      É verdade que nas longarinas é que estão a base estrutural do carro. É bom verificar em um funileiro de confiança antes de fazer o pagamento.
      É um prazer tê-lo como leitor aqui! Continue participando! Obrigado.

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  2. Vejo que você não é um especialista em dicas automotivas, mas suas dicas são fáceis de entender. Por falar em dicas, tem como escrever sobre o corcel? O que devo olhar antes de comprar? Até logo.
    Maurício
    Praia Grande-SP

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    1. Mauricio:
      Obrigado por participar, me sinto honrado por ter sempre alguém lendo e comentando o que escrevo. Realmente não sou especialista como mesmo disse, (risos) mas me esforço para escrever da maneira mais clara possível. Sobre o Corcel, ainda escreverei dicas particulares dele. Nunca esqueça de olhar: documentação, pendências como multas e impedimentos, mecânica, lataria, parte elétrica, interior, mas o principal: longarinas.
      Procure um funileiro de confiança e leve o carro até ele. Ainda tem carros com longarinas conservadas. Futuramente você pode até fazer a troca, porém eu preferia um carro que não precisasse passar por este serviço.
      Obrigado e volte sempre aqui!

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    2. OLHA rapaz de dez corcel nove sao lixo. o corcelzin ja deu o que tinha que dar. abracos a todos desculpe a sinceridade. ANSELMO

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