sábado, 16 de março de 2013

Escrevendo às três.

Escutando o barulho produzido pelo motor da geladeira, anexado ao ponteiros dos segundos do relógio da cozinha... O sono simplesmente pegou sua malinha e deu o fora em plena três horas da manhã. Não vou reclamar pela primeira vez que ele faz isso comigo, pois tenho tempo nesta madrugada para relembrar o meu dia e algo mais... Dizer que estou cheio de imaginações para escrever estarei mentindo, porém a vontade de escrever prevalece enquanto o barulho das teclas se unem com o relógio e a geladeira. A irritação do dia produz um nível alto de adrenalina no organismo, e ainda tem certos acontecimentos que nos faz ficar ainda mais expostos à irritabilidade do dia. Veja só o que aconteceu hoje...

Eu estava tranquilamente trafegando em uma das avenidas quando veio uma motocicleta passando pelo veículo que eu estava numa distância muito curta. Encostei mais à direita dando toda a passagem para aquele ser humano que conduzia a moto. Parecendo pouco espaço, aquele motociclista quase arrancou a tinta do meu retrovisor esquerdo; pensei que estivesse querendo se matar. Em seguida começou a fazer uma espécie de zig-zag em minha frente como estivesse implicando comigo. Reduzi bem a velocidade para evitar um possível acidente, mas o condutor da moto elevava os pés para cima e fazia exibições.

Reduzi ainda mais, estava a cerca de quarenta por hora, quando a moto reduziu, deixou-me passar e veio acelerando novamente passando muito perto. Meu sangue parecia entrar em ebulição, infelizmente a vontade que dava era dar apenas uma giradinha no volante e deixar o exibicionista sentir o asfalto lixar gradativamente seus cotovelos e joelhos, incluindo palmas da mão e de brinde o nariz... Medindo as consequências, decidi anotar a placa do condutor que por sinal era uma mulher...

Inacreditável... Quem disse que as mulheres são mais prudentes e educadas no trânsito? Esta estava quebrando todos os paradigmas existentes. Quando não decidi em ser um obstáculo na frente daquela motoqueira, avancei o carro e virei na primeira curva a direita, ignorando a pilota suicida.
Mas afinal de contas, o que passa na mente de um ser vivo destes? Depois de ter vivido isto, entendi o porquê de tantos acidentes envolvendo motocicletas em nosso país. Em primeiro lugar é um veículo vulnerável e não dá nenhuma proteção ao condutor. Estando certo ou errado, o motociclista vai conhecer a camada superficial que cobre a crosta terrestre. Depois, tem a porcentagem de loucos que conseguem a CNH categoria "A", e por aí segue...

Bem, só sei que aqui estou, íntegro e sem nenhum arranhão; enquanto aquela motoqueira pode estar tomando seu relaxante muscular para aliviar possíveis dores de alguma queda. Depois de fazer aquelas "acrobacias" em plena avenida, e não deve ser a primeira vez, com certeza estará correndo um sério risco de vida, quando não, ficar paralítica por conta de um acidente... Quem faz aquilo está disposto a correr riscos. E eu, depois de passar tanta raiva com aquela louca sobre rodas, estou aqui a ouvir o barulho das teclas, do relógio e o motor da geladeira...

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