segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

MMXIV

O natal já passou e agora a próxima data comemorativa é o "Ano Novo".
Bem, eu sei que não postei nada sobre o natal, mas é porque tudo iria se resumir em um simples dito costumeiro da época: Feliz Natal...
Agora que passou eu venho desejar de todo coração que você tenha um ano de 2.014 cheio de realizações, que todos nós possamos olhar para o novo ano com uma nova esperança nos corações.
Faça aquilo que planejou fazer!
Não volta a fazer aquilo que não estava nos planos!
Seja otimista e aguarde...

sábado, 14 de dezembro de 2013

Colecionando promessas.

Até parece que o ano é um filme que está chegando ao fim, daqueles que sabemos o final e no entanto ficamos esperando cada cena acontecer a seu tempo. Não é de surpreender o fato de que estamos vivenciando os dias derradeiros de 2.013 e no mesmo instante, lançarmos adiante as intenções e projetos que ficaram escorados em um galpão no fundo de nossas vidas.

O 2.012 já está em "decomposição" e ainda trazemos dele os sonhos que ficaram por realizar, os projetos à beira de concretizar e também promessas feitas como que, de mão para trás e dedos cruzados. Simplesmente olhamos, e maquiando uma realidade, confortamos a nós mesmos com a seguinte explicação interior: "No ano que vem vai ser assim, será assim, farei assim, terá que ser assim...

Este 2.013, ora andando; ora capengando; já não pode dilatar prazos para ninguém mais. Quem administrou bem a vida, o tempo, as oportunidades e outras coisas mais, pode dizer ao ano velho: "Foi bom enquanto durou."... E aquele que simplesmente se enrolou com a sequência de doze meses costuma dizer: "Nossa! O ano passou voando!" Até parece que o tempo é um pássaro que bate asas e simplesmente passa por nós...

Na virada de 2.012 para 2.013 existem promessas como: parar de fumar, parar de beber, começar a praticar um esporte, ser mais amigável, ser menos intolerante, trocar o carro, comprar uma casa, noivar, casar, ter filhos, passear, viajar, vender, crescer, plantar, e infinitas promessas mil... A água gelada vem de encontro o rosto quando vemos o 2.013 com suas barbas alvas e passos dificílimos pegando as coisas e fazendo as malas.

Prometer algo que deva-se fazer no decorrer do ano seguinte, é simplesmente pegar uma folha de  cheque já pré-datado e passar uma caneta rasurando a data e escrevendo: "Bom para... o dia que der... em 2.014". Eu simplesmente não quero prometer nada a ninguém, mas prefiro lutar contra as minhas próprias vontades para ser mais agradável, mais humano, mais amigo, mais próximo de Deus... Perto de Deus todas as coisas ficam mais fáceis de fazer, resolver, mais fácil de ser...

Que neste ano de 2.014 todos nós possamos ser pessoas que olham umas para as outras, e enxergam a mesma coisa, como uma imagem refletida no espelho, porque afinal de contas, depois que vai-se embora o fôlego de vida, a matéria que compõe o corpo do ser humano é simplesmente composta da mesma coisa um dos outros. Não quero colecionar mais promessas, nem prometer não prometer. Quero simplesmente olhar para o dia que clareia, buscar e sentir Deus, mais perto de mim...

domingo, 8 de dezembro de 2013

"O quê que é isso geeeeente?!"

Sempre que vejo carros mais antigos ou algum veículo (inclusive motocicletas e motonetas), costumo registrar a imagem para postar no blog posteriormente. Não que esse seja um especializado em imagens saudosistas, até mesmo porque existem postagens de tudo que é tipo... E é por causa da variedade do que escrevo que decidi também registrar imagens de veículos que foram modificados de maneira inusitada. Até o título decidi ser algo diferente. Toda vez que encontrar algum veículo que para mim seja diferente, estranho ou surpreendente; postarei também aqui.




Pesquisando sobre um possível modelo que possa ter sido fabricado, não encontrei nada que pudesse confirmar esse tipo de camionete. Trata-se de um Galaxie 500, possivelmente dos anos 73 à 75. Cada um faz o que quer com o que é seu, mas de toda forma acho que teria medidas mais simples para se conseguir um carro com carroceria, antes de mutilar uma raridade dessas. Os colecionadores do Ford Galaxie 500 devem estar à procura do artista que fez esta "arte". Eu diria a ele se o conhecesse: Coooorre!



domingo, 1 de dezembro de 2013

Uma só borracha, dois possíveis donos.

Aos sete anos de idade Jefferson já tinha "uma causa na justiça" por conta de algo produzido pela Seringueira. É claro que esta árvore não produz a borracha de forma pronta para o uso escolar, mas com os meios corretos se chega lá.

Existiam vários tipos de borracha para se usar na escola, mas aquela, que tinha um revestimento azul em volta era a que o garoto gostava, porque ao apagar as escritas do lápis, parecia que quase não ficavam marcas do que foi apagado; ao contrário das outras...

Achar uma borracha dessa em casa era uma sorte, inesperado, um milagre!!! Nada disso; encontrar uma borracha com essas características em casa significava que alguém era o dono dela, por sinal o irmão mais velho. Jefferson não pensou duas vezes: "Achado não é roubado!"... Guardou a borracha em sua mochila e esperou para usá-la na aula. Foi a escola, voltou para casa e foi fazer a lição, conforme de costume.

O irmão mais velho estudava no mesmo turno da manhã, mas somente quando chegou em casa percebeu que Jefferson estava de posse de uma borracha muitíssima parecida com a dele que havia sumido. Questionando o irmão, teve a única resposta: "A borracha é minha!". Não sabiam, mas o caso da borracha havia chegado em última instância: A mãe decidiria quem ficaria com a borracha revestida por um objeto azulado. E o caso encerrou assim:

Mãe: De quem é esta borracha?
Jefferson: Minha!
Irmão mais velho: É minha mãe, eu esqueci de guardar ela, mas é minha!
Mãe: É sua mesmo Jefferson?
Jefferson: É!
Mãe: Ou é sua?
Irmão mais velho: Não mãe; é minha, é minha...
Mãe: Já que é dos dois, vou partir no meio e dar para os dois!
Jefferson: Isso mesmo! Parte logo! Nem um nem outro!
Irmão mais velho: Ah não mãe... snif... (começando a chorar)

Resultado: Borracha entregue ao irmão mais velho, que chorou ao saber que perderia parte da borracha, enquanto Jefferson estava louco para continuar nem que fosse com a metade dela.

Passando por um lugar, vi uma ilustração pintada na parede do acontecimento de Salomão (Bíblia Sagrada) decidindo sobre o caso de duas mulheres que alegavam ser a mãe de determinada criança. Logo me lembrei do meu caso parecido e revivi minha infância escrevendo aqui o que aconteceu comigo, quando eu perdi a minha primeira "causa na justiça".




terça-feira, 19 de novembro de 2013

Raridades por onde passo IV.

Lambretta 1966 LI 150 (azul) - Lambretta 1973 MS 150 (vermelho)
Eu que antes andava com um celular no bolso, mas pronto a tirá-lo de lá para registrar uma imagem de algum carro antigo, fui surpreendido por estas duas raridades em pleno centro da cidade em um dia de Domingo. Era de realmente ficar admirado, pois desde quando era criança não via uma dessas parada em algum lugar, quanto mais em ótimo estado. 

GM Caravan

Outro dia entrando em um supermercado, avistei um único carro parado em meio a tantas vagas. Isto não me impressionou, o que me chamou a atenção foi o estado original e desgaste da lataria de um carro que nunca havia conhecido outra camada de pintura sobre sua extensa lata. A única coisa que faltava segundo minha avaliação era o friso cromado que vai na borracha do vidro dianteiro, mas mesmo assim era digna de ser admirada e ter sua  imagem registrada. Pelo modelo das calotas deve ser um modelo 75 ou 76.

VW Kombi 1969(corujinha)

O lugar era um outro supermercado, dá pra ver as propagandas no fundo da imagem, porém não poderia deixar de ficar admirando esta Kombi que; passou sim por uma reforma; no entanto possui seus detalhes ricos como calotas e frisos da época. Quando olhei por dentro fiquei ainda mais impressionado, pois tinha todos os bancos com forração conservada e volante grande e branco da década. Realmente foram imagens que resolvi postar porque são para mim "Raridades por onde passo".

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Meu primeiro Corcel 1976.

Continuação da postagem "Meu primeiro Fusca 1979"...

Naquele Domingo eu havia chegado em casa dirigindo um Ford Corcel I, de cor branco, ano 76, era um carro muito macio e bem espaçoso por dentro, e não era porque eu estava andando de fusquinha anteriormente. Abri o portão, coloquei o carro para dentro e a primeira coisa que fiz foi pegar uma lata de cera e uma estopa para deixar o Corcelão impecável...

Depois de algumas horas lá estava eu manobrando novamente o carro e deixando ele bem guardadinho na garagem para poder ir com ele no trabalho, pois eu ainda trabalhava a noite. No caminho para o serviço encontrei um colega que aceitou a carona, fomos direto para a empresa. No percurso ele ficou espantado como o carro estava muito conservado por dentro e parecia também por fora. Eu estava muito satisfeito e naquele instante ouvi uma frase dele: "Agora você acertou a mão!" Acreditando que sim, chegamos ao trabalho.

Bastante empolgado com meu carrinho, vi várias pessoas se aproximando dele e perguntando valor, o dono de um bar ao lado que inclusive interessou em comprar ele de mim, mas como eu estava extremamente fascinado por aquele veículo não fiz questão de conversar sobre uma possível revenda do carro. Não tinha um que passava por ele sem olhar novamente, era um carro muito chamativo pelo ano de fabricação, porém se eu soubesse o que me iria acontecer nos próximos seis meses, teria entregado ele para o primeiro curioso daquela noite.

Continuação: clique aqui.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Eu queria estar escrevendo...

Decidi fazer esta pequena postagem para dizer que ainda estou aqui, porém o meu dia parece ter 18 horas somente. Em breve estarei escrevendo novamente, peço desculpas por ter estado distante todos estes dias, aliás meses. Um grande abraço a todos que ainda passam por aqui, nem que seja por engano...

Responda a enquete ao lado, sobre a próxima postagem. Mais uma vez obrigado!

Jefferson Nunes.

sábado, 16 de março de 2013

Escrevendo às três.

Escutando o barulho produzido pelo motor da geladeira, anexado ao ponteiros dos segundos do relógio da cozinha... O sono simplesmente pegou sua malinha e deu o fora em plena três horas da manhã. Não vou reclamar pela primeira vez que ele faz isso comigo, pois tenho tempo nesta madrugada para relembrar o meu dia e algo mais... Dizer que estou cheio de imaginações para escrever estarei mentindo, porém a vontade de escrever prevalece enquanto o barulho das teclas se unem com o relógio e a geladeira. A irritação do dia produz um nível alto de adrenalina no organismo, e ainda tem certos acontecimentos que nos faz ficar ainda mais expostos à irritabilidade do dia. Veja só o que aconteceu hoje...

Eu estava tranquilamente trafegando em uma das avenidas quando veio uma motocicleta passando pelo veículo que eu estava numa distância muito curta. Encostei mais à direita dando toda a passagem para aquele ser humano que conduzia a moto. Parecendo pouco espaço, aquele motociclista quase arrancou a tinta do meu retrovisor esquerdo; pensei que estivesse querendo se matar. Em seguida começou a fazer uma espécie de zig-zag em minha frente como estivesse implicando comigo. Reduzi bem a velocidade para evitar um possível acidente, mas o condutor da moto elevava os pés para cima e fazia exibições.

Reduzi ainda mais, estava a cerca de quarenta por hora, quando a moto reduziu, deixou-me passar e veio acelerando novamente passando muito perto. Meu sangue parecia entrar em ebulição, infelizmente a vontade que dava era dar apenas uma giradinha no volante e deixar o exibicionista sentir o asfalto lixar gradativamente seus cotovelos e joelhos, incluindo palmas da mão e de brinde o nariz... Medindo as consequências, decidi anotar a placa do condutor que por sinal era uma mulher...

Inacreditável... Quem disse que as mulheres são mais prudentes e educadas no trânsito? Esta estava quebrando todos os paradigmas existentes. Quando não decidi em ser um obstáculo na frente daquela motoqueira, avancei o carro e virei na primeira curva a direita, ignorando a pilota suicida.
Mas afinal de contas, o que passa na mente de um ser vivo destes? Depois de ter vivido isto, entendi o porquê de tantos acidentes envolvendo motocicletas em nosso país. Em primeiro lugar é um veículo vulnerável e não dá nenhuma proteção ao condutor. Estando certo ou errado, o motociclista vai conhecer a camada superficial que cobre a crosta terrestre. Depois, tem a porcentagem de loucos que conseguem a CNH categoria "A", e por aí segue...

Bem, só sei que aqui estou, íntegro e sem nenhum arranhão; enquanto aquela motoqueira pode estar tomando seu relaxante muscular para aliviar possíveis dores de alguma queda. Depois de fazer aquelas "acrobacias" em plena avenida, e não deve ser a primeira vez, com certeza estará correndo um sério risco de vida, quando não, ficar paralítica por conta de um acidente... Quem faz aquilo está disposto a correr riscos. E eu, depois de passar tanta raiva com aquela louca sobre rodas, estou aqui a ouvir o barulho das teclas, do relógio e o motor da geladeira...

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Mais um Janeiro.

Janeiros que se passam e constantemente chegam; não na mesma velocidade do dia, porém na velocidade impercebível e repentina dos doze meses.

Estou dando de cara com mais um mês conhecido em nossas anotações como "mês 01". Até chegar o momento de acostumar a anotar o ano correto em que já estamos, ocorrerá raspaduras na escrita intercaladas em papéis agora rasurados. A mão no rosto expressando o gesto de esquecimento aponta a realidade de escrever números e outras coisas mais, no nosso "piloto automático".
Até no caminho de volta para a casa, quando menos esperamos, lá estamos, chegando em casa. Mas não era essa a intenção? Retornar para casa? Sim; era sim. No entanto fazemos o trajeto de volta no "piloto automático" sem atentarmos para o próprio cansativo itinerário diário.

Janeiro, Janeiro... Mais uma vez estamos juntos, mais uma vez passarás comigo este período de alguns dias e em seguida sua despedida acontecerá. Embora eu ainda nem me acostumei a anotar o "mês um" de "Dois mil e treze" já me verei em relacionamentos com o "mês dois".
Janeiro que se foi no ano passado e que me encontra neste atual.

Dizem que não é o mesmo mês porque o referido do ano velho não será mais vivido...
Como não será vivido? Janeiro de acontecimentos rotineiros que insistem em acontecer todos os anos nos episódios da vida... Descaso com o ser humano, desigualdades sociais, injustiças, prisões de vícios, falta de oportunidades, falta de Deus nos corações.

O Janeiro somente será um espetáculo na vida de todos quando estes mesmos entenderem que o coração humano nunca será preenchido com bens materiais, prazeres passageiros e realizações egoístas... Quando o ser humano entender que a verdadeira vida de paz está na esperança da força maior, antes nunca experimentada, será fácil enfrentar mais um Janeiro... E por seguinte, Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro... E novamente o Janeiro do qual falamos hoje.