sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O perseguido polegar.

As brincadeiras de crianças nunca são planejadas em hipótese alguma, levando em consideração os riscos de queda, fratura, prejuízo ou dano à elas ou terceiros.

Na minha época de agir de tal forma citada acima, tinha ao meu lado os "irmãos coragem"; coragem para topar qualquer parada, desde, "voar" de bicicleta, até, caminhar pelo telhado e chegar na rua de baixo.

A primeira brincadeira sem graça que está em minha memória e no meu polegar da mão direita, aconteceu por volta dos meus seis ou sete anos de idade. Peguei a bicicleta do vizinho emprestada e sai alucinado pelo quintal de casa, que por sinal era cheio de curvas e bastante longo. Devido à "topografia" do terreno, não precisava muito pedalar para chegar ao final do tal corredor. Imagine então quando se aplica ao pedal algumas fortes pedaladas... Lá ia a bicicleta a toda velocidade quando por um "sei lá o quê" entrei desgovernado na segunda curva do tanque de lavar roupa. Para resumir: O dedão destroncou com a queda! Foi isso que o médico disse, pois o osso estava fora do lugar.

Alguns meses depois; andando pela calçada com a minha mãe, inventei de carregar nos braços a filha da vizinha; eu com meus sete anos e a menininha com seus três ou quatro. Não sei quem foi mais irresponsável, se foi eu em querer carregar a garotinha ou a mãe dela em ter deixado, pois nesta hora ela estava presente. Como sempre, gostava de correr até mesmo à pé. Uma perna deixou de acompanhar a outra e a cabeça da garotinha fez um peso para o lado oposto... Resumindo: A menina bate a cabeça em cima do mesmo dedão! Outra vez ao médico, faixa e mão mobilizada.

Mais alguns meses se passaram e estávamos na casa da minha avó. Crianças para todo lado e alguns vizinhos da rua também; entre eles o eterno: Bilíca!
Brincadeira de luta, medições de força e lá vem meu irmão mais velho pensando ser o Bruce Lee ou até mesmo algum lutador de artes marciais como o Jean-Claude Van Damme. Não sei o porquê de sua admiração por esta arte violenta, mas sei que isto me custou o mesmo dedão fraturado. Exatamente! Um chute tão rápido, e eu pensei  que pudesse me defender. Resumindo de novo: Dedão de novo!

De tanto fraturar o mesmo dedo em menos de um ano, nasceu um risco que percorre quase toda a extensão do "Dedão Duro de Matar" e basta olhar para ele, que me lembro de tudo isto, sem contar as outras cicatrizes que não me deixam esquecer do desenrolar dos fatos. A imagem do cachorro se divertindo não traz a tona o desespero do bichano; a menos que se olhe para ele.

Um comentário:

  1. kkkk... velhas histórias, passado divertido, brincadeiras sem hora e sem noção... saudades disso tudo, continua postando aê irmão, para sempre dar boas gargalhadas de algo que nem me lembrava que um dia vivenciamos. Abraços!

    Geraldo Filho - Uberaba/MG

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