terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Feliz Natal e Feliz 2.013!!!

O mundo não acabou e em Janeiro você irá arcar com a primeira parcela do IPVA. No mais, obrigado a todos quanto leram as postagens e espero que no ano de 2013 continuem sempre passando por aqui. Desejo a todos um Feliz Natal e um ano novo cheio de realizações. Que Deus conceda a você a paz que só Ele pode dar. Agradeço a todos e já adianto que fico muito feliz por tê-los aqui. Até o próximo ano!


Feliz Natal!!! Feliz Ano Novo!!! Boas Festas!!!

sábado, 15 de dezembro de 2012

Gilbertinho e o dia 22 de Dezembro de 2.012.


Ele era uma pessoa que sempre acreditava no que as pessoas falavam. Diversas vezes repetia o ditado: "A voz do povo é a voz de Deus", mas com o passar do tempo percebeu que a voz do povo  continua sendo a voz do povo e que Deus não tem nenhuma ligação com a opinião de um grupo de pessoas.

Gilbertinho andava agarrado em suas vãs esperanças e na sua carteira tinha um trevo de quatro folhas que havia comprado por R$1,99 na "25 de Março". Sua mãozinha coçava quando andava nas ruas e via algumas ciganas nas portas de agências bancárias oferecendo-se para ler a mão das pessoas alegando prever o futuro. Em uma dessas uma cigana disse para ele: "Você vai passar por algo difícil no seu trabalho, algo complicado em casa e alguns dessabores no decorrer da semana. Mas terá uma pessoa que lhe trará boas notícias até o fim deste semestre..."

Pensando bem, essa previsão da tal cigana tem ligação não só com o Gilbertinho, mas com a maioria das pessoas que tem um relacionamento em casa, no trabalho, e com qualquer ser humano que respire.

"Passar por algo difícil no trabalho..." Quem não passa?
"Algo complicado em casa..." Quem não vive?
"Dessabores no decorrer da semana..." Mesmo? Não me diga!
"Uma notícia boa!" Ah! Aí sim...
"...Notícia boa, até o final do semestre"??? Sem comentários... Seis meses de previsão para chegar uma pessoa para falar de algo bom?
Surpreenda-se agora; a mesma cigana disse que se ele quisesse saber de algo mais profundo deveria  contribuir com uma pequena ajuda de R$200,00. Como diria o Fausto Silva: "Ô Looooco bicho!"
Com esse dinheiro ele poderia comprar 100 trevos de quatro folhas e ainda sobraria uma moeda de R$1,00 para colocar no porquinho. É trevo para tudo que é lado. Inutilmente, assim como as previsões da tal cigana.

Gilbertinho não pagou a cigana e desconfiou do local estratégico em que ela estava. Tinha que ser na porta da agência bancária? Nenhuma ligação existente? Mais uma vez: Sem comentários.
Na virada do ano 1.999 para o ano 2.000; Gilbertinho acreditava que tudo iria pelos ares e não iria sobrar nem a cigana para contar os fatos, e praticamente uma semana antes comprou tudo que queria e gastou suas economias. Vendeu sua casa no centro da cidade a preço de casa em loteamento em beira de estrada e praticamente "estoporou" o dinheiro.

Amanheceu o dia 1º de Janeiro do ano 2.000 e ele teve que trabalhar por mais 12 anos para reconstruir seu patrimônio. Desiludido com essa conversinha de fim do mundo decidiu nunca mais acreditar em nada. Deu descarga no trevo de quatro folhas e percebeu que nem a si mesmo o trevo poderia livrar. E quando chegou o dia 1º de Dezembro de 2.012 ouviu mais uma previsão de que tudo iria virar farelos ao vento. Gilbertinho mais uma vez caiu na lorota do fim do mundo.

Hoje, 15 de Dezembro, Gilbertinho está passeando na Disney e desfrutando de alegrias e belos passeios no exterior. Todo seu dinheiro está na conta corrente e aonde ele passa, gasta parte de seu suado dinheiro. Ele acredita cegamente que o mundo irá acabar no dia 21 de Dezembro deste ano. Segundo ele, o calendário Maia tem toda a razão e que agora sim, tudo irá se transformar em nada com a grande explosão consumidora que irá matar desde o vírus da gripe até a maior fera da selva.

Adiantando a história de Gilberto, dia 22 de Dezembro deste mesmo ano, ele irá ser despertado por uma claridade ofuscante e bastante conhecida. É o sol do dia 22 que desperta a cidade para mais um novo dia de vida. Enquanto isso, Gilberto pensa como vai fazer para pagar a fatura do cartão de crédito internacional e as folhas de cheques soltas na praça.



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Raridades por onde passo. III

Se você pretende comprar um fusca, tenha certeza de que encontrará uma grande quantidade a venda e dos mais variados anos de modelo e fabricação. A série que encerrou é conhecida como "Fusca Itamar" e justamente este não é tão fácil encontrar por um preço acessível. Fuscas fabricados entre os anos 1979 à 1985 estão sempre sendo vistos nas ruas. Os fabricados que antecedem o ano de 1969 são exatamente umas raridades que quase não vemos, e se deparamos com eles, certamente seus proprietários os tratam como relíquias (dignos de ser) e não tem o menor interesse em vendê-los.
Está realmente comprovado, fuscas que antecedem 1969 são muito mais procurados por colecionadores e amantes do antigomobilismo. E foi em uma dessas minhas observações que encontrei um 1969 que passou por um serviço de funilaria e pintura, no entanto os detalhes originais como volante, frisos cromados, calotas, retrovisores e para-choques dão o charme incomparável ao querido fusquinha. Nem perdi meu tempo procurando saber do felicíssimo dono se tem interesse em vender a joia rara, porque o mesmo "velhinho" que anda de óculos escuros pelas ruas da cidade, possui outro automóvel que daria para comprar mais meia dúzia desses aí, a preço de colecionador... Realmente quem tem, não vende...

VW Fusca 1969

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

É puro o seu sentimento?

O romance que envolve filmes e livros baseados em fatos reais costuma prender a atenção e criar  expectativas no coração de quem o vê acontecer, seja em forma de um filme ou um pequeno livro. Interessante que os autores criam um romance surreal, algo que também excede o mais sublime dos sentimentos. Em nosso mundo real, longe de estórias e teatros, a realidade é bem diferente, principalmente quando atentamos para tudo que acontece ao nosso redor.

Há anos atrás, já tive a curiosidade de seguir novelas (já não sigo mais), sempre uma história de amor muito linda e forte que se dispõe a lutar contra tudo e todos e contra as condições mais humildes de se viver. Livros também contam sobre casais apaixonados que se entregam de corpo e alma e caminham juntos em busca de uma vida completa e muito feliz. Não longe, filmes que retratam a tragédia do passado são imbuídos de romance para segurar o telespectador em suas respectivas poltronas. Seria algo sem sentido passar no cinema por exemplo; o filme "Titanic" simplesmente contado que o grande navio se chocou com um iceberg e afundou. E mais outros filmes tem romances misturados às suas cenas.

Aqui nesta vida real, em que é preciso respirar para viver, alimentar-se para permanecer saudável e dormir para renovar as energias do organismo; simplesmente não é tudo um mundo colorido. O amor é um sentimento muito lindo e real, mas pessoas motivadas pela simples atração tem confundido os sentimentos e sensações. Casos de pessoas que começam a namorar e logo casam-se acreditando ter encontrado sua outra metade na primeira pessoa que está se sentindo atraída, é como dar um tiro no escuro. Machucam-se e ferem também outros à sua volta.

Um casal de namorados, resolveram lutar contra tudo e todos, sem provar se o sentimento que existiam neles mesmos era forte o bastante para passar situações da vida secular. Resumindo a narração, quando a "fome" apertou a campainha, o "amor" saltou pela janela e foi embora... Depois dizem, não era para ser mesmo... Claro que não era!

Aprenda a provar os seus sentimentos...
Vêm o seu questionamento: "Como assim provar?"
Digo provar no sentido de imaginar a sua vida a dois com algumas dificuldades. Isso mesmo, já imaginou sua vida com a pessoa que ama, e de repente você estando desempregado? Doente? Sem uma moradia fixa? Desentendimentos? Infidelidade?
Repense sua vida! Viva a vida da maneira mais simples de viver. Valorize primeiro os que são mais próximos de você e então se tiver amor suficiente para outra pessoa, é sinal que o seu sentimento é puro... Não me venha querer dizer palavras de carinho para uma namorada, noiva ou até mesmo neto, sobrinho ou outro grau parentesco quando na verdade nem para os seus você tem a palavra de consolo.

O verdadeiro amor não está nos móveis e cômodos do grande palácio onde vais morar, mas na simplicidade do querer bem quando ainda moras em uma choupana. 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Raridades por onde passo. II

Caminhando e cantando...
Que nada, somente caminhando e observando se tem mais raridades circulando nas ruas da cidade onde moro.
Não foi muito difícil encontrar tais veículos e nesta oportunidade registrei as imagens para colocar no blog.
O primeiro foi este Fiat 147, ano 1979, totalmente reformado e que segundo o dono, é só por "zagolina" e "deitar o cabelo". Traduzindo: É só abastecer com gasolina e viajar.
Perguntei sobre o carro e ele me disse: "Sou o segundo dono e já gastei uma nota preta nesse carro, não compensa vender mais. Casei com ele!"
Fiat 147 - 1979 Impecável.

Na semana seguinte encontrei uma Variante amarela totalmente restaurada passando por mim na rua e nem consegui sacar o celular do bolso para tirar uma foto. Como o mundo é pequeno, e minha cidade menor ainda... Encontramos um ao outro em uma esquina...
VW Variant

E para encerrar a semana com chave de ouro, nem eu mesmo acreditei... Pela primeira vez na minha vida eu parei perto do veículo e resolvi chamar o proprietário, afinal de contas é realmente uma grande raridade.
Segundo o proprietário, ele adaptou a carroceria da Chevrolet C-15 e fez uma adaptação na carroceria, mas a pintura é original e o inacreditável: pequeníssimos pontos de ferrugem e mais nada... Coloquei meu nome na lista de espera dele. Lista dos pretendentes desta Chevrolet Brasil 1960.
Chevrolet Brasil 1960

Encontrando mais raridades, postarei as imagens. 



domingo, 23 de setembro de 2012

Raridades por onde passo.

Onde encontrar carros antigos? Aqui na minha cidade não é fácil encontrar veículos antigos circulando pelas ruas, ainda mais com a redução do IPI... Teve muita gente que se empolgou e apostou suas fichas em um carro popular zero quilômetro. Mesmo assim ainda tem aqueles conservadores que não dispõe de seus amigos de longa data: o antigo carro de passeio.

Costumo andar bastante nesta cidade e de tempos em tempos encontro uma raridade estacionada em algum lugar... Uns em bom estado de conservação, rodando normalmente como se fosse um carro novo; outros andando normalmente mas com um grande descaso pelo dono.

São proprietários de carros que ainda ficarão um bom tempo dando partida em seus motores antigos, mesmo tendo condições de possuir ou possuindo um carro mais novo e mesmo assim, mantem em suas garagens privilegiadas, a presença desses carros apaixonantes.

Já parei por cerca de um minuto para admirar uma raridade estacionada em frente à uma clínica médica, logo o dono se aproximou, certamente estava preocupado porque lá estava um moço babando em cima de sua preciosidade; ou seja, eu mesmo namorando o carro dele. Depois de explicar para o proprietário que eu não estava maquinando um jeito de surrupiar seu veículo, ele deixou que eu com meu celular, tirasse uma foto do carro. E daí por diante eu comecei a registrar imagens dos carros que eu admiro em minha cidade.

Merecendo o primeiro lugar então desta sequência de postagens, segue imagem do referido carro:
GM Opala 1976 (06 de Julho de 2012)

Em uma outra ocasião eu saía de um supermercado e no estacionamento estava uma outra raridade. Eu não sei exatamente o ano de fabricação, no entanto a placa do carro tinha os números 1962. Existem carros que a placa condizem com o ano.
Este carro foi o mesmo modelo citado na história de minha infância: http://jeffersonnunesblog.blogspot.com.br/2011/11/o-desengatador-de-cambios.html
DKW - Vemaguete (16 de Setembro, 2012)

Darei sequência a esta postagem, com imagens de carros antigos que circulam na minha cidade.

sábado, 22 de setembro de 2012

Interrogação.


Já faz um bom tempo que eu não retorno ao blog. Não sei se falta tempo ou é tempo demais que não sei administrar... Não sei se falta ideia do que escrever ou é ideia demais que não sei expressar.
Só sei que quanto mais agendo o que fazer, mais me sobrecarrego e no final temo em dizer que nada fiz. Fazer, pensar, sonhar... Projetar, começar, desanimar... Arrepender, confundir, desentender... O que será tudo isso que se passa diante dos meus olhos? Essa é a vida? Ou a vida é parecida com isso? Questiono a mim! Cobro a mim! Mas eu mesmo sei ter meu próprio jogo de cintura e no final consigo esquivar de minhas próprias exigências...
Gostaria de entender o mundo... O mundo não, quem sabe pelo menos as pessoas...
As pessoas não... Quem sabe ao menos as coisas que acontecem ao meu redor...
As coisas não... Quem sabe pelo menos aquilo que me deixa ansioso...
Minhas ansiedades não... Quem sabe ao menos, entender a mim mesmo...
Se eu mesmo pudesse me entender...

sábado, 30 de junho de 2012

Quantas vezes...


Você já parou para pensar?

Quantas vezes atarefado com as coisas desta vida, nunca observou ao seu redor pessoas carentes de ouvir uma palavra amiga.
Quantas vezes correndo demais atrás de compromissos inadiáveis e por conseguinte inalcançáveis.
Quantas vezes deitando a cabeça no travesseiro se pegou retornando ao local de trabalho, pensando no que fazer para resolver o problema ou tarefa de hoje no dia de amanhã.
Quantas vezes os olhos querem fechar para um profundo sono, mas as preocupações o fazem ficar escancarados, fazendo com que o simples fechar deles se tornasse uma coisa complexa.
Quantas vezes trabalhando, resolvendo, executando uma ação; sua mente já começa a projetar quando e como será feita a próxima tarefa, planos e metas.
Quantas vezes andando pela rua, chegamos ao trabalho ou em qualquer outro lugar sem nem ao menos atentarmos para o trajeto que está sendo feito.
Quantas vezes conversando, escutando, dialogamos um assunto mas o assunto seguinte já está na ponta da língua para ser falado.
Quantas vezes corremos, falamos, pensamos e fazemos várias coisas sem nem ao menos notar que todo o controle que seria de livre arbítrio, passa a ser mero piloto automático.
Hoje atentei para um simples pôr do sol e notei que foi muito breve o seu ato de se esconder...
Enquanto ele estava lá no alto, ardendo em toda a sua energia, todos o sentiram e poucos o observaram.
Quando ele se foi, grande parte das pessoas não notaram sua saída...

Tudo é muito rápido, muito corrido, compromissos, trabalho, despesas a serem pagas, compromissos a serem honrados e nem atentamos para as coisas que estão como que diante de nós.
Pessoas que nos amam estão diante de nós o tempo todo, assim como o sol. Podemos senti-las o olhar para elas quando quisermos... Mas quando se vão, repentinamente, percebemos que poderíamos ter gasto mais tempo junto. Esta distância que me refiro, não é apenas a distância que separa o lado da vida do lado da morte; mas a distância do desapego, do desamor, da falta de esperança, da falta de cuidado.

Atentar para um simples ocultamento do sol no horizonte me fez entender que ele estava ali o dia todo, mas quando chegou a hora de ele ir embora, não gastou muito tempo na despedida. Foram cerca de alguns minutos, e ele se escondeu.

Quantas vezes eu mesmo estive assim, correndo, desatento, ocupado, atrasado, atarefado, preocupado, sobrecarregado... Não quero ser assim, continuar assim... Prefiro gastar parte deste meu tempo que seria com momentos ansiosos e afadigados, com pessoas que realmente me amam e preocupam-se comigo. Não quero que esse pôr do sol passe tão rápido enquanto eu fico pensando em "Quantas vezes..."

domingo, 6 de maio de 2012

Enxergando a vida.

A semana chegou ao fim e logo em seguida inicia-se uma outra semana. Esta nova terá também um final e mais uma semana há de se iniciar, pelo menos é assim que pensamos que deva ser. O que vejo neste processo interminável é que  entra semana, sai semana, e muitas pessoas estão do mesmo jeito... Paradas, estacionadas na vaga destinada à pessimistas e desiludidos com as coisas passageiras desta vida.

Nesta mesma semana, ouvi uma pessoa relatar a palavra de ânimo que ele dava a uma pessoa portadora de uma terrível doença. Apesar de ser visível seu estado pré-debilitado, aquela pessoa inseria na mente e no coração desta outra, palavras que sustentariam o ânimo, a fé e a esperança de quem já percebia tudo se desvanecendo diante dos olhos realistas. Quando a enfermidade bate a porta, não há vantagem em ser negro ou branco, homem ou mulher, bonito ou feio, andar de carro próprio ou ser passageiro de transporte público... Quando chega a doença na vida do ser humano, ele conta apenas com as reações de seu próprio organismo para vencer a luta travada entre a vida e a morte. É certo acreditar que um bom convênio médico ajuda muito, mas o que quero frisar é que mesmo sendo atendido pela melhor equipe médica e tendo o melhor leito de um hospital, de nada adiantará tudo isto se o próprio organismo não reagir ao que lhe é oferecido como medicamento.

A pessoa dizia ao enfermo: "Você vai ficar bom, o seu corpo está debilitado, mas a sua mente está sã, você vai ficar bom..." Estas palavras ficaram registradas em minha mente, sendo eu o ouvinte do relato do tal diálogo. Imagine agora como deve ter sido para aquele homem, sofredor de uma séria doença, ouvir tais palavras de esperança? Acredito que houve uma luz brilhando no final de um túnel escuro e frio, a luz da esperança que traz motivação à vida e dá forças para caminhar dia após dia.

Se uma pessoa com uma grave doença, cria esperança ao ouvir boas palavras, assuntos saudáveis, agradáveis e proveitosos; o que diremos nós os que desfrutamos de perfeita saúde? Já é provado cientificamente que acreditar em algo bom, pensar em coisas boas como uma melhora na saúde, no emprego, na família, torna-se mais fácil de ser real. O segredo está no nosso cérebro complexo, mas poderoso para nos animar como também nos desanimar... Eu já passei por instantes em que relembrando o que já passei, situações tristes, amargas e dolorosas, trouxe sobre mim o velho fardo encardido do passado. Ao ficar "remoendo" os tempos anteriores, me senti uma pessoa com os sentimentos antigos do  passado, mas no atual tempo e condições do presente... Cheguei a conclusão que não queria e nem precisava estar fazendo aquela viagem ao passado colocando minha pele para sentir o peso de tristeza dos dias em que muito sofri. Sofrer de novo? Para quê? Qual a finalidade disso?

Frequentemente me lembro de coisas boas e engraçadas que já vivi e logo em seguida me pego sorrindo na rua. Preocupado, logo disfarço e dou uma olhada para ver se tem alguém me olhando. No mínimo pensarão que sou louco... Não é uma cena muito normal de se ver: Uma pessoa andando pela calçada, no calor da tarde ensolarada, trabalhando, e de repente rindo sem ter ninguém por perto e nem muito menos um fone no ouvido para disfarçar.

A verdade é que se você pensa em coisas boas, o seu corpo e mente reagirão. E se você participa de conversas agradáveis, o seu corpo e sua mente reagirão. E se você ouve palavras de esperança? O seu corpo e sua mente reagirão. É muito simples de entender.

Pessoas reclamam das outras e de tudo ao seu redor quando na verdade apenas um problema precisa ser resolvido. O enfermo luta com todas as forças para vencer a doença que pode preceder a morte e mesmo assim, tenho certeza, que ele trocaria a única enfermidade dele por todos os problemas seus. Pense nisso, e sejamos então pessoas melhores, mais agradáveis, e prontas a dar uma palavra de ânimo e esperança para quem necessitar. A vida está aí para ser vivida, não a desperdice com coisas tão pequenas e que podem ser resolvidas. Não esqueça: Pense positivo e traga à sua memória aquilo que lhe dá esperança!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Dia do Trabalho.

Feriado do Dia do Trabalho? Como surgiu o dia do Trabalho? O que é o dia do Trabalho? Perguntas que me deixaram com uma pulga atrás da orelha, afinal não se ouve muitas informações a respeito deste dia. Começa hoje o mês de Maio e para variar um pouco no Brasil; é feriado! Logo abaixo um breve resumo do Dia do Trabalho.

Em 1889 foi criado o Dia do Trabalho por um congresso socialista em Paris, em homenagem ao dia 01 de Maio de 1886 quando ocorria uma forte paralisação (greve) em um grande centro industrial em Chicago nos Estados Unidos. Haviam muitos trabalhadores insatisfeitos com a jornada de trabalho (13 horas por dia) e com as condições em que eram submetidos. Eram milhares de trabalhadores manifestando suas reivindicações com bravura e com grande sonho de alcançarem melhorias em suas vidas profissionais. Logo, a repressão vinha a todo vapor sobre eles, trazendo-lhes agressões, prisões, insultos, ferimentos e mortes por parte da polícia daquele lugar. Aqueles que morreram ficaram reconhecidos como mártires e o dia 1º de Maio ficou reconhecido universalmente como o Dia do Trabalho. Houve datas diferentes para os países reconhecerem esta data e no Brasil ficou reconhecido a partir do ano de 1924 por um decreto do Presidente Artur Bernardes. Vemos assim que a data não é apenas um dia de folga para o empregado, mas para relembrarmos a época triste quando pessoas trabalhadoras buscavam uma vida menos sofrida. Sempre houve brutalidade e ignorância por parte dos patrões e autoridades em alguma parte do mundo, porém sempre houve pessoas dispostas a dar a cara a tapa em favor da categoria, ou melhor, do bem estar dos trabalhadores. São heróis que serão relembrados, ainda que não como pessoas, mas pelos atos corajosos.

Um bom descanso no Dia do Trabalho a todos os trabalhadores, afinal de contas, só em 2013 vai ter outro igual.

sábado, 21 de abril de 2012

Feriado de Tiradentes.

Hoje é dia 21 de Abril, feriado de Tiradentes... Saiba um pouco do que se trata este dia como lembrança de Joaquim José da Silva Xavier. É um breve resumo, porém escrevi de uma maneira bem clara para que fique mais fácil de guardar na memória. Posso falar que conheço pessoalmente o Joaquim Xavier, mas não é o Tiradentes; é um motorista aposentado da Viação Itapemirim... Brincadeiras a parte, leia agora sobre Tiradentes.

Hoje é feriado nacional em homenagem a Joaquim José da Silva Xavier, mas todos conhecemos como Feriado de Tiradentes. Este homem além de ter trabalhado como vendedor ambulante também trabalhou como dentista, tinha grande habilidade nesta área e por isso recebeu este apelido. No ano de 1787 desistiu da carreira militar e mudou-se para o Rio de Janeiro onde conheceu alguns líderes de um movimento de independência. Quando retornou a Minas Gerais, trouxe seus sonhos de mudar as situações atuais de sua época como por exemplo libertar escravos nascidos no Brasil e transformar o governo em uma república.

Portugal nesta época, cobrava impostos altíssimos (pior do que o governo cobra hoje) e resolveu aumentar ainda mais seus impostos porque a quantidade de minério extraído estava diminuindo e Portugal queria impedir e evitar um possível contrabando. Diante deste fato, Joaquim José da Silva Xavier, juntamente com alguns líderes intentaram uma revolução no dia em que seria cobrado os impostos, mas o plano saiu errado. Alguns dizem que houve um "cagueta" no meio deles, pois um dia antes a Monarquia descobriu todo o intento. Todos foram presos e tiveram suas penas decretadas, porém Tiradentes levou a pior sentença no decorrer deste processo.

No dia 21 de Abril de 1792, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi condenado a enforcamento e logo teve seu corpo esquartejado e exibido para todos como uma forma de intimidarem os que tinham o mesmo intento. Algumas partes de seu corpo foram expostos em postes, inclusive a cabeça.

Depois de sua morte, não houve uma celebração imediata pelo seu ato heroico, mas a partir da Proclamação da República em 15 de Novembro de 1889 que ficou de fato reconhecido como algo importante feito por ele e daí em diante em nossos calendários como o Feriado de Tiradentes.

Muitas pessoas ainda hoje tem sonhos de verem o nosso País diferente, sem corrupções, sem impostos altos e sem desigualdade social. Evoluímos muito em relação ao passado, mas tudo que existia antigamente ainda existe, de uma maneira mais suave (comparada ao tempo de Tiradentes), mas existe. Temos também nossos "Tiradentes" da atualidade que brigam e lutam por um país melhor, mais justo... Acontece que eles não estão a vista, tão claramente e nítidos como estão os desonestos e corruptos.

Quando chegar a época de eleger um representante do povo, pesquise, questione, busque dar seu voto àquele candidato que realmente irá trabalhar para nós, para que ocorra melhorias em nosso meio, na saúde, no transporte, na educação e outras áreas mais... Esqueça aquele candidato que ficou 4 ou 8 anos no poder e somente sugou os recursos que eram para o povo, ou melhor, do povo. Vamos ser conscientes e entender que podemos melhorar a cidade, o estado, o país que vivemos. Sei que existem muitas pessoas que sonham com um Brasil melhor, mais justo, menos sofrido, menos pobre, mais feliz... Este Brasil tem que ser feliz, afinal o brasileiro é feliz e sonhador, como Tiradentes.

Um bom feriado a todos que desejam que seu bairro seja melhorado a cada dia, assim como sua cidade, seu estado, seu país... Seu planeta.

"Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor" (Salmos 33:12)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Quem gosta de antiguidades levanta a mão!

Gostar de coisas antigas como carros, motos, relógios, rádios, bicicletas, selos e coleções da época de "guaraná com rolha" custa um pouco a mais do que gostar do "tudo novo". Não sei explicar a origem disto em mim, mas vou ter que confessar o quanto isso me atrai... Já fiz algumas maluquices para adquirir um Corcel I 1976, um Fusca 1969, um Fiat 147, uma CG bolinha 1979... Mas cada qual no seu tempo, afinal não caberia em minha garagem estes saudosos.

Certa vez encontrei a venda um som toca discos antigo, nem esperei alguém me dar uma garantia do defeito (não rodava o prato do disco), fui lá e pimba, comprei-o!
Em casa, mexe aqui e dali... Consegui fazer o toca discos funcionar. Já até consegui uns discos emprestados para ouvir no meu som da década de 80.

Para me deixar encucado, acabei de ver um ventilador funcionando muito bem, com seus detalhes cromados da época... Pensei, se eu pudesse compraria este ventilador, mas estava ventilando em uma igreja.

Hoje mesmo, saindo do serviço para almoçar, deparei-me com um modelo de bicicleta antiga, década de 80 também. Era uma Caloi/Barra Forte, daquelas que tem o cano mais quadrado, e tem até uma almofada... Eu aprendi andar em uma dessa. Aproveitando que o cano era forrado, eu sentava ali como se fosse o banco e era muito fácil, pois eu alcançava os pedais e o chão também...

Resolvi escrever sobre isso, porque tem muita diferença entre uma pessoa vender algo antigo para uma pessoa qualquer e vender para uma outra pessoa, sendo esta segunda, um colecionador. Quem vende para um colecionador, quer praticamente lucrar o dinheiro do IPTU e do IPVA em uma única negociação, fora o preço da "mocréia". Pensando nisso, resolvi procurar o dono da bicicleta para perguntar se ele tem intenção de vender... Imaginem o que ele disse...

Depois falamos mais deste caso. Deixo abaixo a foto de uma Barra Forte, semelhante a deste "vendedor".

Caloi Barra Forte original.
Será que somente eu sinto saudades destas coisas? Será que sou normal? Tem alguém aí que gosta de antiguidades? Não me deixem sozinho com estas dúvidas...

sábado, 7 de abril de 2012

Desabafo...


Quantas coisas sem sentido,
Quantas palavras sem necessidade,
Quantos gestos sem motivo,
Lá se vai a minha idade.

Pensamentos desnecessários,
Atitudes precipitadas,
Movimentos de minha parte, inúteis,
Não enxergar as tais ciladas.

O tempo todo estou a ver,
Coisas que de mim não saem,
Mesmo que eu tente sorrir,
Lágrimas dos meus olhos caem.

Quem é o ser humano?
De que vale tudo a vista?
Sonhar, projetar, executar,
O que se escreve em tamanha lista.

Eu queria ser melhor,
Quem sabe, mais agradável,
Não desejo ser "o melhor"...
Apenas menos rude, mais amável.

Hoje parece tudo rápido,
Qual movimento do gatilho,
Repentino soube de você,
Seu pai te aguarda, ó meu filho.

Se alguém me questionar:
"E se chegar for uma filha?"
Eu respondo que espero:
"Esperançoso qual a ilha."

Mas que ilha é esta?
Se do ventre pudesse perguntar,
É a ilha do amor,
Que seu pai aqui, tem pra te dar.

Há muito tempo estou aqui,
Já com saudades de você,
Quero aquecer o seu corpinho,
Meu amado e querido bebê.

Seja bem vindo e desfrute do amor dos seus pais!
Obrigado por ser em minha vida, a herança do Senhor, uma dádiva do Criador!


Jefferson Nunes

sábado, 17 de março de 2012

Gato 7 vidas.

Ontem, assistindo um programa de televisão, vi uma cena em que um gato pulou do 4º andar de um apartamento que estava em chamas. O mais interessante não foi ver o gato cair com as patas esticadas e "abraçar" o solo; mas foi saber que o felino sobreviveu.

Lógico, não existe animal que tenha em suas reservas "vidais" um estoque positivo de seis chances de sobreviver; caso tivesse, aquele gato já teria gastado pelo menos quatro vidas... Uma por cada andar do prédio.

Nesta reportagem o cinegrafista amador tremeu um pouco quando filmava a queda, talvez pelo nervosismo ou adrenalina, mas quando ele mostra a cena do gato espatifando no chão, temos a impressão que vai espirrar miolos para tudo que é lado... O gato levanta meio tonto, cambaleando, e em seguida é amparado por alguns bombeiros que estavam no local para controlar o incêndio.

Mas eu também fui testemunha ocular de um caso em que o gato sobreviveu ao atropelamento. Isto foi em 1996, quando eu "colocava KM" na minha bicicleta. Foi tudo muito rápido, mas consigo me lembrar deste episódio.

Estava voltando de bicicleta de algum lugar. Pedalando sem parar e meu irmão caçula estava no cano da bicicleta, daquele jeito, sentado de lado e levantando os pés para não pegar no asfalto e nem na roda... Com o embalo em que vínhamos da rua, aproveitando o portão da garagem que estava aberto, já realizei uma curva e entrei na garagem que tinha mais de quinze metros livres de comprimento... E inesperadamente o gato atravessou de um lado para o outro.
Tão rápido; não tive tempo de levar a mão nos freios, apenas percebi que o gato rolou pelo chão... A roda passou no meio do seu corpo e repentinamente ele se esquivou da roda traseira... O gato sumiu dali.

No outro dia, aparece o gato, todo bonitão, peludo, parecia que tinha ganhado um tratamento de estética vip. Eu nunca entendi isso. Para quem duvida, basta perguntar ao meu irmão que lembra também desta ocorrência. E se existisse realmente as sete vidas, esta passada de bicicleta por cima dele deveria ter debitado do seu saldo "vidal" pelo menos umas 3 vidinhas.

Falando em gatos, existem quem diga que o gato é astuto, vingativo, traiçoeiro... Concordo com o "astuto e vingativo", porém o traiçoeiro, deixo este título para o cachorro da raça Pinscher... Mas isto é tema para outra postagem!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O horário de inverno.

A verdade é que eu nunca gostei deste tal de "horário de verão". E sempre em seu término é divulgado relatórios sobre a economia de energia elétrica alcançada nos estados que seguem o referido horário.

Hoje, uma frase se tornou em melodia para os meus ouvidos: "Amanhã à meia noite, termina o horário de verão."
Nem acredito que logo estará voltando o horário normal... Foi depois de ouvir a adorável frase; que lembrei-me de um caso que não aconteceu comigo, mas que refletiu diretamente à mim.

Em 2003 tínhamos na empresa como chefe, uma pessoa bastante séria, de pouca conversa e de semblante sisudo. Era o gerente que todo mundo tinha medo de perguntar algo para ele, embora educado para conversar, não media as palavras na hora de responder.

O tal horário de verão iria começar à meia noite daquele dia e lembro-me que deveríamos estar em serviço às 06:00 hs da manhã, pois se tratava de uma empresa que funcionava todos os dias, era um posto de combustíveis. Nisto o gerente relembrou aos dois funcionários que trabalhariam no dia seguinte sobre a mudança no horário e exigiu que não chegássemos atrasados por causa da diferença de uma hora no relógio de ponto da empresa. Nem preciso dizer que os dois funcionários citados aqui eram Cléber e eu.

Às cinco horas da manhã eu me levantei, tomei o café da madrugada e vesti o uniforme; saí de casa rumo ao trabalho estranhando aquela escuridão e sentindo um pouco de frio. Sempre estranhamos.
Cheguei no posto, fiz a conferência e quando foi por volta de 06:00 hs o vigilante despediu-se, indo embora descansar, apesar de tirar umas sonecas intercaladas na madrugada.

Quase 06:30 hs, atendendo um cliente aqui, outro alí... Cadê o Cléber?
O relógio estava marcando 07:00 hs e o telefone tocou.
Pensei: "Deve ser o atrasado"...
_Jefferson, bom dia, está tudo bem aí? _Perguntou o gerente.
_Está sim... _Respondi sentindo gelar a espinha.
_Qualquer coisa eu passo aí mais tarde. _Já foi despedindo e desligando.
O gerente tinha uma voz bem grave e de manhã então; ganhava do Cid Moreira. Mas a minha preocupação maior estava no meu colega de serviço que com certeza estaria chegando a qualquer momento. Minhas expectativas naufragaram quando passou uns vinte minutos depois da ligação. O gerente acabava de chegar no posto, e nada do atrasado Cléber.

Para nossa "sorte" o gerente morava à cinco minutos dali, então não custava nada ele passar pelo posto antes de ir ao supermercado, padaria ou coisa parecida. Ele me questionou sobre o dorminhoco que não havia chegado e eu disse que não sabia de nada ainda, tentei aliviar dizendo que o movimento no posto estava fraco... Para o azar do esquecido, o gerente resolveu ficar ali, batendo um papo forçado até a chegada do segundo funcionário.

Precisamente às 08:00 hs da manhã, vejo Cléber atravessando a rua calmamente como se estivesse no País das Maravilhas. Percebo que ele vê de longe o gerente encostado na parede e olhando sério para ele, naquela hora dei dois passos para trás e esperei o Cléber ser brutalmente... Desculpe! É que empolguei ao relembrar do "medão" que tínhamos dele. Mas veja o que aconteceu na verdade, segundo as explicações do próprio Cléber: "Uai! Agora que é 06:00 hs!!!"
Depois de uma breve explicação, o homem sério, de poucas palavras e semblante sisudo, deu algumas gargalhadas e eu não me contive com o relato e ri também.

Cléber; no sábado que antecedia o horário de verão; ao invés de adiantar o relógio em uma hora; atrasou em uma hora. Quando à meia noite; o relógio de todos foram para 01:00 da madrugada; o relógio dele foi o único que marcava 23:00 hs. Este deveria chamar, horário de inverno, de primavera, outono... menos de verão. Pela primeira vez alguém chega atrasado precisamente 2 horas exatas no trabalho e não precisa voltar para casa. Fui testemunha ocular deste caso. Muito tempo passou, este colega mudo-se de Minas Gerais e mesmo assim eu não esqueço dele; do seu atraso; dos risos do gerente; e o principal: que no horário de verão, adianta-se o relógio em uma hora.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Consequências.

A máquina do tempo nunca existiu e também nunca existirá um equipamento que faça regressar datas para que seja reparado algum feito cometido no passado. Então todos sabemos que os atos praticados não poderão ser revertidos. Sendo assim; a palavra proferida, a oportunidade perdida e a pedra lançada, não voltam mais atrás.

É sempre bom ter em nossos calendários o tão esperado feriado para que possamos descansar, passear, divertir... O presente momento em que vivemos tem toda ligação com este assunto. Afinal de contas é carnaval.

O Brasil vive estes dias como algo de festa em suas comemorações, no entanto o que pesa no final da soma são apenas as consequências destes dias descontrolados, desenfreados...
Lógico; existem pessoas que tem o cuidado na hora de sair de casa, pensam em voltar. Mas existem um grupo de pessoas que saem para as comemorações e festejos, e não se preocupam em se preservar em todos os sentidos. Quando digo preservar, digo em relação a própria vida.

O balanço* de carnaval no ano passado (2011) nas rodovias federais, registrou 4.165 acidentes com 2.441 feridos e 213 mortos, tendo um índice de crescimento 47,9% a mais que no ano de 2010. Vemos o crescimento assustador deste massacre carnavalesco quando olhamos que tais acidentes foram ocasionados por motoristas embriagados, sonolentos, despreparados, imprudentes e aventureiros. O que é de assustar é o tempo em que ocorrem tais acontecimentos tristes e que duram por toda a vida; foram na época do carnaval.

Fazendo uma conta proporcional, levando em consideração os mesmos índices de crescimento e os mesmos índices de irresponsabilidade, teremos em média algo em torno de 6.160 acidentes com 3.610 feridos e 315 mortos nesta época de carnaval nas rodovias federais.

Em que área do Brasil se cresce 47,9% em 1 ano?
Enquanto o condutor usar o automóvel de forma irresponsável e não como um meio de locomoção, ele terá em suas mãos não um carro ou uma moto, mas uma arma eficazmente letal. Daí em diante, não existe máquina do tempo para voltar ao passado e não cometer a barbaridade já cometida.

http://www.cnt.org.br/paginas/Agencia_Noticia.aspx?n=7416

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O perseguido polegar.

As brincadeiras de crianças nunca são planejadas em hipótese alguma, levando em consideração os riscos de queda, fratura, prejuízo ou dano à elas ou terceiros.

Na minha época de agir de tal forma citada acima, tinha ao meu lado os "irmãos coragem"; coragem para topar qualquer parada, desde, "voar" de bicicleta, até, caminhar pelo telhado e chegar na rua de baixo.

A primeira brincadeira sem graça que está em minha memória e no meu polegar da mão direita, aconteceu por volta dos meus seis ou sete anos de idade. Peguei a bicicleta do vizinho emprestada e sai alucinado pelo quintal de casa, que por sinal era cheio de curvas e bastante longo. Devido à "topografia" do terreno, não precisava muito pedalar para chegar ao final do tal corredor. Imagine então quando se aplica ao pedal algumas fortes pedaladas... Lá ia a bicicleta a toda velocidade quando por um "sei lá o quê" entrei desgovernado na segunda curva do tanque de lavar roupa. Para resumir: O dedão destroncou com a queda! Foi isso que o médico disse, pois o osso estava fora do lugar.

Alguns meses depois; andando pela calçada com a minha mãe, inventei de carregar nos braços a filha da vizinha; eu com meus sete anos e a menininha com seus três ou quatro. Não sei quem foi mais irresponsável, se foi eu em querer carregar a garotinha ou a mãe dela em ter deixado, pois nesta hora ela estava presente. Como sempre, gostava de correr até mesmo à pé. Uma perna deixou de acompanhar a outra e a cabeça da garotinha fez um peso para o lado oposto... Resumindo: A menina bate a cabeça em cima do mesmo dedão! Outra vez ao médico, faixa e mão mobilizada.

Mais alguns meses se passaram e estávamos na casa da minha avó. Crianças para todo lado e alguns vizinhos da rua também; entre eles o eterno: Bilíca!
Brincadeira de luta, medições de força e lá vem meu irmão mais velho pensando ser o Bruce Lee ou até mesmo algum lutador de artes marciais como o Jean-Claude Van Damme. Não sei o porquê de sua admiração por esta arte violenta, mas sei que isto me custou o mesmo dedão fraturado. Exatamente! Um chute tão rápido, e eu pensei  que pudesse me defender. Resumindo de novo: Dedão de novo!

De tanto fraturar o mesmo dedo em menos de um ano, nasceu um risco que percorre quase toda a extensão do "Dedão Duro de Matar" e basta olhar para ele, que me lembro de tudo isto, sem contar as outras cicatrizes que não me deixam esquecer do desenrolar dos fatos. A imagem do cachorro se divertindo não traz a tona o desespero do bichano; a menos que se olhe para ele.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dias que seguem.

Acordo pela manhã e o ponteiro dos segundos não para de trabalhar no seu percurso rotineiro. Chega a tarde; a noite logo vem e lá vou eu para mais um repouso. Novamente a manhã se aproxima e tudo novamente se repete.

Já faz muitos anos que deixei meu lar na condição de filho e nem por isso minhas lembranças ficaram por lá; estão vivas, pulsam, saltam dentro do meu peito em forma de memórias. Era bom chegar da escola e me encontrar com todos meus carrinhos de brinquedo e juntamente com meu irmão brincar de "vida real"... Trabalhar, juntar dinheiro para pagar o aluguel, fazer compras, comprar um carro de menor valor e futuramente trocá-lo por um melhor, buscar os filhos na escola e também "descer a ripa" neles quando faziam bagunças.

O tempo passou e deixamos de brincar de "vida real" com direito a dinheiro de papel e cheques. Não tem mais aquilo de "Cansei! Amanhã brincamos mais"... Tudo é real agora; o trabalho, a vida, a realidade...

Nem por ser verdade tudo isto, me sinto no direito de não lembrar mais dos tempos passados de criança. Futebol na rua de casa, quando o poste e a árvore eram traves do gol... Os colegas da rua... Tudo bem eu não era bom jogador mesmo, já assumi que era um verdadeiro "roceiro" quando chutava as bolas para cima dos telhados dos vizinhos...

Parece que foi ontem quando na ânsia de descobrir qual dia da semana seria uma data distante, eu folheava o calendário, numa possível pressa de querer que tudo passasse muito rápido... Passou... Está passando... Hoje me deparo com aquela folha que possui dias, semanas e meses... Realmente está passando.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Gastando moedas.

Os seres vivos nascem, crescem, reproduzem e morrem. É o ciclo natural da vida.  Aprendemos isto nas primeiras aulas de Ciências na escola. Da mesma maneira que se lê as quatro etapas desta "passagem", muito rápido isto se executa na vida do ser humano. O vapor que se vê e logo desaparece também simboliza a vida do homem. Sendo assim, diante da realidade que é a nossa vida nesta planeta, entendendo que não somos eternos neste chão em que pisamos e que existe uma boa ilustração sobre o nosso "nasce, cresce, reproduz e morre".

O filho recebe sua primeira mesada e logo é alertado pelo pai, para que gaste aquelas moedas com consciência, apesar de ser apenas uma criança. O pai não obrigou o filho a guardar ou gastar, tampouco escreveu uma lista de coisas que podem e não podem ser compradas com aquelas moedas, unicamente disse ao filho que gastasse com consciência.

O garoto foi à mercearia da esquina e comprou tudo de balas e chicletes; retornando para casa com um saco cheio delas. Alegremente foi mostrando ao pai o que havia adquirido com as moedas da mesada. O pai coçando a cabeça pergunta se aquilo foi feito com consciência, mas o filho com certa incerteza levanta os olhos para o pai sem o encarar e diz que sim.

No outro dia o menino voltando da escola diz ao pai que viu uma bola sendo vendida no bazar e que precisava muito dela para a aula de educação física. O pai diz que no mês seguinte dará a bola ao menino, logo é impedido de falar pelo garoto que abaixa a cabeça e tenta deixar a conversa. Mais uma vez o pai questiona o filho sobre a necessidade de se ter o tempo certo para adquirir as coisas, mas o garoto revela que já tem um mês que estava esperando ganhar a bola de presente. O pai com uma voz calma e firme relembra o filho sobre gastar com consciência e novamente o menino interrompe, alegando estar crendo que ganharia a bola assim mesmo, independente da mesada. Mesmo assim, sem voltar atrás o homem diz: "Meu filho, eu te dei a mesada do mês, você não precisava comprar de uma só vez aquele saco de guloseimas, o dinheiro estava com você, dava para comprar a sua bola e ainda algumas balas e chicletes..."
O garoto ouvindo as palavras do pai, segurando em sua mão disse: "Será que podemos pegar minhas moedas de volta?" O pai logo responde: "Não! Você já gastou, não terá mais aquelas moedas de volta".

O menino pensava na possibilidade de ter sua mesada de volta, devolvendo as balas e chicletes ao vendedor da mercearia, mas entristeceu quando soube pelo seu próprio pai que aquilo não poderia ser feito.

A nossa vida se transforma nestas moedas quando usamos da maneira que queremos, quando gastamos da forma como desejamos, impulsionados por momentos repentinos, passageiros, superficiais, inconscientes. A nossa vida passa a ser estas moedas que só podem ser gastas uma única vez, sem volta. E você, no que está gastando a sua vida? Nossa vida, são estas moedas que só podem ser gastas uma única vez e precisa ser feito com consciência!

Ao dialogar com um grande amigo, o mesmo me disse que participa de eventos e festas às custas de algumas pessoas como mulheres e colegas; e que do seu bolso praticamente não desembolsa nada para curtir a vida. Perguntei novamente se ele gasta alguma coisa com isso; ele inspirou profundamente e respirou de forma  extensa, logo me disse: "Cara; eu não gasto Um Real na noite!". Logo eu disse a ele: "Você está gastando algo mais valioso do que os Reais do seu bolso; está gastando sua vida, que está passando e você não está percebendo." Ele olhou para mim querendo dar outra justificativa, mas não encontrou.

Devemos repensar como estamos gastando as moedas, como estamos gastando a vida.

sábado, 7 de janeiro de 2012

O dia do FIM.

Se eu conseguisse escrever naquele dia, em um diário, sentiria mais agradecido hoje, comigo mesmo. Estaria relendo meus "últimos momentos" antes de acontecer o fim do mundo.

Espere aí... Deixe eu explicar uma coisa antes que continue lendo, irá ajudar a entender do que se trata. Eu não estou ficando psicologicamente perturbado, mas é que se fala tanto do final do mundo em 2012 que não pude deixar esta oportunidade passar. No ano de 1995 começava a ser notícias em programas de entrevista sobre o fim do mundo que se daria na passagem do ano 1999 para o ano 2000. Eu tinha 12 anos de idade e meu irmão caçula 10 anos. Juntos no quintal de casa, depois de ouvirmos falar de um tal de Nostradamus, começamos a nos despedir antecipadamente do fim do mundo, exatamente quatro anos antes que tudo explodisse.

Criança é criança, e quando ela acredita em alguma coisa, é porque em seu coração está realmente convicta. Mas aí vem uma questão: "Mas com essa idade já dá pra entender a realidade!"; e  eu digo que "Criança é criança." Tem muita diferença de percepção das crianças de 10, 11, 12 anos de antes em relação as de agora. A informação em alta, faz com que fiquem mais perceptíveis à realidade em volta delas hoje. Por exemplo; quando eu tinha meus 10, 11, 12, 13,14 anos de idade; não tive acesso à meios de informação como internet; enquanto hoje; crianças de 04 anos de idade já sabem clicar no ícone e navegar sem saber aonde. Quanto mais as mesmas crianças de 10,11,12,13,14 anos... Já sabem o que querem ver, assistir e ouvir. Sendo assim, não me culpo por nada por acreditar que 2000 não chegaria, em pleno ano de 1995.

Domingo, 31 de Dezembro de 1995.

Querido Diário:
Depois de descobrir que daqui há quatro anos o mundo vai acabar, notei que o sentimento de saudade misturado com vontade de chorar está me sufocando e alguma coisa puxa o canto dos meus lábios para baixo... Não tinha ninguém para me ouvir e eu fiquei com vergonha de perguntar isso para outra pessoa. Questionando minha mãe, ela disse que era tudo mentira; mas mesmo assim eu fico pensando: E se for verdade? "Mil passarás; Dois mil não chegarás."
Estou sem saber o que fazer e precisei de alguém para me orientar. Conversei com o meu irmão caçula sobre isto e a única forma de me animar que ele encontrou, foi chorar. Eu não sei mais o que fazer, já guardei todos os meus carrinhos, caminhões e carretas de brinquedo e estou com dó de saber que tudo vais ser explodido pelo imensa explosão que consumirá todo ser vivente, animais e brinquedos da face da Terra.
Estou arrependido de ter jogado os pratos do vizinho do lado, na rua... De ter jogado areia na cara do cachorro do vizinho de frente e de ter esvaziado o pneu da bicicleta do meu irmão mais velho.
Estou com saudades do meu pai que está trabalhando... Até meu irmãozinho está chorando com a foto 3X4 do meu pai nas mãos. Choro também...
O mundo ainda não acabou, mas já estamos sofrendo antecipadamente; igual IPVA...
Até nunca mais, querido diário. Espero que suas folhas sejam eternizadas e que escapem da chama ardente e fumegante.
Adeus Planeta Terra que tem 77% de água em sua extensão superficial... Tenha uma boa ebulição.

Dias de hoje:
Passou o ano de 1995 para 1996... De 1996 para 1997... De 97 para 98... 98 para 99... 99 para 2000... 2001, 2002... 2011, 2012... E o mundo não acabou coisa nenhuma! Eu estou cansado de ouvir que isto ou aquilo vai acontecer; enquanto eu era criança o Nostradamus me enganou, mas agora não tem como ninguém me enganar... Agora; o que se ouve falar é que o mundo vai acabar em Dezembro de 2012... Ah! mais essa agora... Tinha que ser Dezembro? Não podia ser antes das férias da faculdade ou antes da semana de provas? Dezembro? Nas férias?!

Estão dizendo que 2012 é o ano do fim, do juízo final, do armagedom, do apocalipse.
Dizem que em Dezembro o sol vai se alinhar com a nossa galáxia e será um raro alinhamento cósmico que ocorre a cada 26.000 anos, e resultará no fim do mundo. Espera aí... Há 26.000 anos atrás quem constatou que isto aconteceu? Ele sobreviveu? Já sei, foi o MacGyver do Profissão Perigo...
Eu não tenho doze anos de idade para acreditar que o mundo acabará assim, e a única coisa que sei é que o futuro à Deus pertence.

Sei que quando for Janeiro de 2013 e o mundo estiver mais vivo que nós todos, alguém dirá:
2.012 passarás... 3.013 não verás!
Aí sim meu amigo, eu darei um aperto de mão em você, com todo respeito e confirmarei que não estarei aqui para ver tal explosão que matará todos e destruirá tudo de uma só vez como um clarão inflamável!
Não sei porque ficam tão preocupado em saber o dia do fim do mundo... Em vez disso porque não tentam saber para onde está indo o dinheiro dos impostos? 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Sete dicas para comprar um Fusca.

"Falem mal, mas falem de mim."
(Fusquinha).

Essa seria a fala do eterno fusca, caso ele pudesse expressar seus sentimentos.
Tudo bem que, não cabe cinco pessoas em seu interior, mas e daí?
Que não cabe uma bagagem em seu porta malas; e daí?
Que quando chove forte o limpador não dá conta do recado; e daí?
Você vai a padaria e leva os pães embrulhados dentro do carro, chega com eles exalando gasolina; e daí?
Quando desapercebido passa sem reduzir em uma lombada, parece que está andando em um carrinho de madeira, mas e daí?

Já sendo ex-proprietário de um 1979 e de um 1969; resolvi escrever para quem deseja adquirir esses saudosos automóveis que a Volkswagen tirou de nós a partir do ano de 1986, e retornou de 1993 à 1996. Com o coração apertado de saudade me lembro deles... Tudo bem, o tempo passou e o fusquinha continua firme e forte com seus respectivos proprietários... Abaixo, deixo algumas dicas para comprar um fusca e não levar de brinde a necessidade de ingerir Metamizol ou Dipirona.

Depois de encontrar o fusca candidato à vaga da garagem da sua casa, observe os seguintes itens:
1º - A lataria deve estar em bom estado, afinal de contas um motor refeito fica como novo, diferente da lataria do carro que não pode ser refeita simplesmente, a não ser em caso de restauração.
2º - Fique atento aos detalhes da estrutura do fusca, examinando os pontos que possuem ferrugem como no assoalho, caixa de estepe, portas, cantos das janelas, pés de coluna (parte inferior das portas no canto da coluna), etc...
Pé de coluna.
Caixa de estepe.
canto das janelas.
2º - Procure por detalhes originais correspondentes para cada ano, como detalhes cromados, frisos de alumínio, vidros com a marca Volkswagen, e na caixa de estepe deve existir uma plaqueta de alumínio com a numeração da carroceria.
Plaqueta.
3º - Dentro do veículo, acione o sistema elétrico: Faróis, setas, luzes do painel. Verifique se o marcador de combustíveis e o limpador de para-brisa estão funcionando.

4º - Durante o funcionamento, observe se o motor queima óleo (muita fumaça); dê uma volta com o carro, não compre apenas pelo visual.

5º - Esteja atento quanto a documentação: IPVA, SEGURO DPVAT, MULTAS...

6º - Procure um bom profissional para assegurar a vida útil do motor, assim como também um bom profissional para lhe informar da real situação da estrutura do carro.

7º - Não tenha em mente que irá encontrar um Fusca Relíquia pelo preço de um "meia boca"... Entenda que mais vale pagar um pouco a mais em um carro em bom estado de conservação do que ficar com aquele mais baratinho, pensando que gastará menos... 

São dicas básicas, mas que podem ajudar em algo. Uma coisa volto a repetir: Fusca é estrutura! Se ele estiver bom de lataria, o resto é detalhe... E por fim, não pense que comprando um Fusquinha por R$3.000,00 e gastando nele mais uns R$3.000,00 valerá R$6.000,00.
O preço dele será R$3.200,00.
Dura esta realidade, não é mesmo?!
Fusca 1969