quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

Desejo a todos um feliz Natal! E que neste dia possamos ser cheios de paz, esperança e amor! De verdade.
São meus sinceros votos...
Jefferson Nunes.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Só pensa... Naquilo.

Final de ano, datas comemorativas, presentes, consumidores, dinheiro pra cá, mercadorias pra lá, movimentação intensa no comércio e correria para não ficar de fora na hora de presentear parentes e amigos...
Questionando alguém sobre isso, obtive uma resposta sem sentido: "Por causa da época! É hora de presentear quem amamos!"

Vem chegando o dia 25 de Dezembro... Dia este que, comemora-se o Natal, que significa simbolicamente o dia do nascimento de Jesus Cristo. Tudo bem, tem sido assim desde que eu me entendo por gente; mas dizer que é época de dar presentes, fica um pouco sem sentido. O que seria uma data para que todos refletissem sobre o próprio comportamento com o ser humano mais próximo (colega de trabalho, vizinhos, parentes, esposa, filhos), hoje tem se tornado faixa de propaganda para que o comércio seja fortalecido.

O sentido real do Natal está simplesmente esquecido na mente e no coração de muitos. Repetidas vezes em canais de televisão e nas ruas, ouvimos o som propagado desta data, como se fosse algo imbuído de amor, esperança e bondade para com os outros com quem convivemos e com quem não convivemos; mas na verdade é simplesmente uma chance do próprio comércio faturar alto com a venda de mercadorias representadas como presentes, quando estão em seus respectivos embrulhos natalinos. Isso não significa que os empresários do comércio não devem atuar nesta época do ano; lógico que devem, mas que o Natal não seja somente isto e pronto...

Enquanto ainda tem seres humanos nas ruas, comendo restos de comidas dos lixos, se cobrindo com papelões e fazendo suas camas de jornais; estamos nos fartando na Ceia de Natal, dormindo em camas macias e nos cobrindo com cobertores confortáveis e aquecidos. E o verdadeiro sentido do Natal passa desapercebido diante da nossa própria atitude em colocar nossos interesses em primeiro lugar, sem nem ao menos interessarmos na situação atual em que se encontra o outro.

Que o lucro exista honestamente, que as pessoas se presenteiem, se abracem, se encontrem, confraternizem... Mas que o verdadeiro sentido da comemoração simbólica seja verdadeiro em nós. Isto serve para mim, para você, para nós... E principalmente para aquele que só pensa naquilo: Lucro.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

E agora? Que mancada!

No caminho para a casa da avó, os netinhos iam brincando e conversando pela rua enquanto a mãe pedia para que ficassem quietos. Não adiantava muito aquele pedido, afinal ir para a casa da avó era tudo de bom e a meninada estava eufórica e ansiosa para brincar com os primos e rever os tios... Naquela coisa de criança entre uma brincadeira e outra, lá ia passando um homem pedalando sua Caloi vermelha, modelo Barra Forte, tranquilamente sem pressa alguma e em pedaladas suaves e constantes. Jefferson e seus irmãos perceberam somente quando a bicicleta passou por eles, e naquela distração acreditaram ser um dos tios...

Enquanto seus irmãos chamavam pelo nome do tio que pensavam ser, lá ia o Jefferson correndo desesperadamente na frente e em uma manobra rápida e bem precisa, ele agarra na garupeira da bicicleta, apoiando-se para pular, na extrema confiança de ser o seu tio...

O coração estava disparado, afinal "deu uma carreira" atrás da bicicleta; e a respiração ofegante não permitia que ele conversasse com o ciclista que apenas se parecia com seu tio. Quando o homem virou o rosto para ver quem estava segurando sua bicicleta, ambos se assustaram. Não era o tio que ele esperava...

Jefferson não tinha fôlego para pedir desculpas e nem para começar a rir; voltou correndo para junto de seus irmãos que caminhavam na mesma direção e aquele acontecimento nunca foi esquecido, sendo a primeira mancada de sua vida.

Se esta foi a primeira mancada do garoto Jefferson, vale a pena escrever também sobre a última mancada, (pelo menos até o presente momento) mais precisamente nesta quarta-feira passada...

Estando a caminho do trabalho, eu conduzia a moto no sentido Centro, e no sentido oposto, de bicicleta (pra variar), do outro lado da pista, pedalando de forma muito esforçada, estava um homem de calça preta e camisa branca, traje social... Em qualquer situação eu apostaria todas as minhas fichas que era meu amigo Ronaldo...

Buzinando em pequenos toques consecutivos, olhei para ele, vi que olhou também, percebi que ele levantou a mão como estivesse me reconhecendo, então esperei o primeiro retorno e voltei para conversar com ele. Cheguei buzinando e falando um pouco alto e quando vi o rosto do Ronaldo... Não era o Ronaldo!

O homem da bicicleta estava usando um uniforme de uma empresa parecido com o que usávamos e era muitíssimo parecido com o meu amigo, então expliquei tudo para ele, que demonstrava estar bastante cansado e suado de tanto pedalar. Fiquei com pena por ter que perder o embalo de sua bicicleta (parecia Barra Forte), para ouvir minha explicação do engano. Despedimos e no caminho fui rindo até chegar no trabalho... Se eu pudesse ver minha cara no momento exato da hora em que olhei para o homem, acho que seria mais ou menos assim:

Situações engraçadas acontecem com qualquer um e depois que tudo passa, ficamos rindo de nós mesmos. Se você tiver alguma história parecida com essa ou alguma mancada extra; escreva aqui no comentário. O importante é rir!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nada está bom.

No decorrer da correria do dia, deparei-me com uma senhora de um pouco mais de sessenta anos que andava pela calçada com sua bolsa de couro preta presa ao ombro, que mais parecia uma mala de viagem. Quando chegou o momento de eu passar por ela para atravessar a rua, a senhora olhou para mim e percebi que viria alguma reclamação ou murmuração... Não sei porque, mas tenho uma facilidade imensa de olhar no semblante da pessoa e já perceber se o assunto será bom ou não...

Aquela senhora olhou para mim com um semblante cansado e disparou a seguinte frase: "Sol terrível! Credo!" E continuou a andar olhando para mim esperando que eu desse a ela crédito pela sua frase demonstrando extremo calor. Olhei para ela e não tive muito o que dizer pela distância que aumentava entre nós, apenas afirmei: "É bravo."

O dia estava realmente muito quente e quase não choveu durante o mês. Justamente neste dia começou um vento mais forte e como eu trabalhava em um serviço externo percebi que iria chover logo mais a noite. Engano meu; não passou duas horas de ventania e choveu por cerca de quase uma hora sem parar... Eu via pessoas procurando abrigo em lojas e em toldos de comércios, ônibus passando pela avenida abarrotado de passageiros, gente em cima dos assentos do ponto de ônibus protegendo os pés da enxurrada e guarda chuva estragando na hora em que seria ótimo seu funcionamento...

Chovia intensamente e ninguém estava esperando isso naquele final de tarde. Eu me protegia como podia, mas o vento espalhava a chuva em todas as direções fazendo com que todos se molhassem mesmo debaixo de uma cobertura. Naquela hora uma mulher que aguardava  o ônibus passar exclamou: "Essa chuva só veio para atrapalhar!" E por seguinte usou uma palavra como se estivesse amaldiçoando aquela água que caía do céu.

Confesso que fiquei tremendamente indignado com aquela mulher, que como louca disse uma frase sem sentido e sem pensar. Como eu estava uniformizado e a serviço da empresa em que trabalhava, optei por ficar calado para não me prejudicar. A chuva caiu com bastante força naquela tarde e independente da reclamação das pessoas, a natureza não altera seu ritmo.

Quem consegue agradar o ser humano? Se faz calor, tem quem reclame. Se faz frio, tem quem reclame. Se chove, tem quem reclame... Nada está bom... Pessoas vivem a reclamar de tudo ao seu redor, das outras pessoas, do trabalho, das dívidas que ela mesmo fez e também do clima. A moça do ponto de ônibus e a senhora com sua enorme bolsa, não foram felizes em seus comentários ou desabafos. Independente de suas idades bem distantes, tiveram o mesmo gesto de reação. Na realidade, ninguém não está satisfeito com nada, porque não percebem que precisamos do calor do sol como precisamos da água da chuva. Não valorizam este fenômeno da natureza que nos mantêm vivos... 
Afinal, quem pode agradar o volúvel ser humano?