segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um dia lá no banco...

Encontrei por acaso com uma amiga no centro da cidade, eram quase 15:00 hs, eu estava correndo em direção a agência bancária para resolver alguns assuntos. Nisto nem tivemos tempo para conversarmos, mas logo depois de alguns dias recebi um e-mail dela relatando um acontecimento em relação à este mesmo dia, que por sinal bastante engraçado, e não teve tempo de ser comentado. Segue o acontecimento na “versão brasileira Jefferson Nunes”.

A cliente do banco está a caminho da porta giratória com detector de metais, espera um passar, mais outro e lá vai ela, acreditando que entrará com toda a facilidade dentro da agência. Repentinamente aquela famosa travada e todo mundo que está embalado para seguir após ela, param... O vigilante apoia a mão no cabo de sua arma e num gesto autoritário pede que retorne e confira se existe algum objeto  de metal em sua bolsa.

Enfim, tira uma chave, o celular, um prendedor de cabelo e tudo bem, mais uma vez entra confiante na porta giratória. Alguns passos mais e... Travou de novo! Alguns clientes ficam olhando por curiosidade apenas, outros com aquela pressa medonha tentando passar no pequeno espaço enquanto ela retorna para verificar a bolsa. Uma boa verificada e agora sim...

Outra travada... Mas o que será isso? Será o “Benedito”?
O vigilante auxiliando a moça, e da mesma forma tranquilizando os demais que tinham intenção de adentrar a tão sonhada sala da agência bancária, pergunta insistentemente se não há ainda em algum bolso: chave, canetas, moedas ou algum objeto metálico.
Decididamente ela sabe que não possui tantos artefatos metalinos e afirma a situação.
De repente uma busca minuciosa traz à tona a causa de todo aquele episódio. São encontrados em sua bolsa feminina, um  alicate  e vários pregos.

Ela então revela que seu plano era adentrar com aquele armamento e em seguida render o vigilante e leva-lo ao subsolo para se apoderar de sua farda, facilitando sua ação. Deixá-lo-ia pregado na parede com pregos através de seu samba canção, e retornaria à agência trajando o disfarce de guardinha. Em seguida, iria em direção ao gerente de sua conta salário e pediria para liberar um valor maior no limite de seu cartão de crédito conveniado. Com isso, poderia comprar todos os apetrechos que precisasse para  seu novo emprego. Sendo uma estudante de engenharia elétrica e atuando como eletricista, precisava de mais ferramentas para sua rotina em instalações elétricas.

Mesmo confessando o  plano,  só não foi presa em flagrante porque não portava fita isolante e chave de teste. Caso contrário, sua pena poderia chegar aos 35 anos de reclusão.
Ouvida e liberada em seguida, a estudante prometeu retornar a agência outra vez, mas garantiu que será mais discreta possível e que ninguém irá notar quando ela entrar disfarçada de rolo de fio desencapado.

Amigo leitor; sei que parte desta narrativa saiu da mente do “Fantástico mundo de Bob”, mas compreenda que a história é verídica até o momento em que se encontram alicates e pregos na bolsa da jovem. O desenrolar adiante vem por conta própria.
A reação verdadeira dos envolvidos resultou apenas em risos, quando na verdade, era uma eletricista que havia deixado em sua bolsa, parte de seus instrumentos de trabalho.

Uma coisa sei; se estivesse lá, teria caído na risada e satirizado minha amiga por um bom tempo!
Nota: O vigilante percebeu sua intenção e permitiu que a mesma tivesse acesso a agência, mas marcaram bem a fisionomia dela... Vai saber...

Um comentário:

  1. kkkk... só podia ser!!! Eu sei quem é, mas isso só foi uma brincadeirinha para descontrair os irmãos...

    GSNF - Pindamonhagaba/SP

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