domingo, 21 de agosto de 2011

Meu primeiro Fusca 1979.

Foto real do meu Fusca 1979. "Rumadim né"?!
Trabalhar a noite, e ter ainda que enfrentar a chuva ou o frio no trajeto do labor; ninguém merece...
O que eu precisava era mesmo de um carro neste atual emprego, afinal de contas, esperar o transporte que a empresa nos oferecia, simplesmente fazia com que ficássemos uma hora antes e uma hora depois longe do descanso em casa.
Para quem havia desperdiçado boa parte do seu dinheiro em consertos intermináveis num 147 (dá até arrepio esses números) agora estava andando de fusquinha... Pelo menos com ele, ninguém fica na mão... Basta um alicate e um rolinho de arame e você faz uma revisão no Fusca.
Era este meu carro, e agora tudo corria muito bem. Minhas andanças tinham origem e destino tudo dentro dos conformes, sendo que é o carro mais popular de todos os tempos.

Não importa se é antigo ou se é o modelo “Itamar”, o que importa é que Fusca é Fusca, quase não desvaloriza na venda, quase não funde se não deixar faltar óleo no motor, quase cabe em qualquer estacionamento, basta ter força nos braços para girar seu volantinho, e quase não cabem compras do supermercado dentro do porta-malas... Mas é isso aí... Fusca é Fusca e não tem jeito!

Nunca me deixou na mão, exceto as vezes em que eu acreditava em sua fantástica economia de 8 km por litro de gasolina. Nessas horas, sem nada no tanque, eu nunca consegui fazer ele me levar em lugar algum.
O Fusca para mim será o carro do brasileiro. Quem é que nunca possuiu um Fusca? Então você não é brasileiro... Todo mundo aqui, já teve vontade de ter aquela “baratinha” na garagem, ainda mais quando era comum assistir nas tardes de domingo, filmes do Herbie, um fusca 68 que praticamente era vivo.

Bom, eu com meu “Herbie genérico”, trafegávamos perfeitamente, e no período de seis meses, nem o pneu furou, nunca usei o estepe. Fiz apenas uma troca de óleo e muitas lavadas e enceradas para deixar o 1979 do jeito que eu gostava.
A única coisa que nunca consegui e me sinto frustrado por isso, foi conseguir deixar em seu interior a essência de lavanda que muito gostei em meus carros. Por mais que eu comprasse um refil após o outro, nada vencia aquele cheirinho leve de gasolina por dentro. Foi a primeira vez que entendi que o Fusca tinha suas particularidades.

Levar alguém na rodoviária... Só se for uma pessoa apenas e com uma quantidade de malas suficiente para ocupar o pequeno espaço do banco traseiro. Nunca em minha vida consegui colocar uma mala sequer em seu destino correto, o porta-malas.
Bateria... Eu não sei o que aquele danado faz com tanta energia a noite. Basta deixar alguns dias parado que  não pega na chave depois. Se esse camarada veio com o sistema de gerador de energia, deveria ser sustentado pelo sistema... Aconselharam-me a instalar um alternador no lugar do gerador, um sistema mais útil que realmente recarrega a bateria quando o carro está em funcionamento.

Se o Fusca nasceu com esse tal de dínamo (gerador), terá que sobreviver com isso! E nunca gastei dinheiro trocando nada nele. Eu era realmente satisfeito com meu “Herbie” 79.
Mas nem tudo na vida são flores... Com o passar dos meses, ao levar o carro para o alinhamento, foi informado da seguinte situação, a seguir, as palavras do profissional:
“Seu carro está quebrando bem no chapéu de napoleão...”
Não acredito! Onde? Cadê o chápeu? Cadê o quebrado? Não é possível...
Traumatizado com o “quatorze ponto sete”, me informei melhor daquele diagnóstico terrível sobre o meu fusquinha, e nem quis fazer esforços para ajuda-lo a vencer mais um ano de sua vida. Fiz o que pude, não estava disposto a gastar mais dinheiro com carro usado, e nas primeiras vezes que tentei vende-lo, achei um comprador...
Aliás, um trocador... Para mim, estava tudo muito bem, para quem teve um fiat 147 com o chifrão trincado, agora tinha um fusca com o chápeu de napoleão quebrado, e ainda conseguia passar os carros para outros interessados, melhor do que sofrer com eles.

Naquele domingo, numa feira de carros usados, eu estava entregando meu “Herbie” para um pedreiro e me apaixonei por um Corcel 1, branco, de 1976...
Como dizem no meio dos “catireiros”, eu dei umas “quirelas” de volta no negócio e fui embora para casa, acreditando estar com um carro maior e que tinha boa aceitação no ramo de usados. Em poucos dias, nem me lembrava mais do Fusca.
No trajeto casa-trabalho, meu “corcelzin” andava comigo de mãos dadas...
Aquele foi meu primeiro Fusca e este era meu primeiro Corcel...

Continuação da história do Corcel 1 emMeu primeiro Corcel

2 comentários:

  1. O tal do corcel é uma desgreta o meu partiu na longarina. o trem é feio mesmo. Parabens ao blog;
    Milton (Itamarandiba-MG)

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  2. eu ia comentar mas rachei de rir do comentario acima kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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