quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Jefferson em sua primeira festa junina.


Uma das coisas bem engraçada que marcou minha vida durante minha infância foi este acontecimento... O tempo passou e não esqueci  esse ocorrido, quando  ainda tinha meus 6 anos de idade...

Em 1989, eu estava matriculado em uma escola e cursava o pré. Foi praticamente o primeiro ano que eu adentrava uma escola como aluno e lá mesmo eu fui alfabetizado. Era uma ótima escola como muitas outras escolas estaduais que conhecemos durante a vida.
O ano corria a passos largos. Era de costume ouvir: “Nossa, o tempo está voando” ou “Credo, já estamos no meio do ano” e também “Nem vi o tempo passar”...
Mas para mim, um garoto que ia completar 6 anos de idade, não notei nada passando tão rápido assim... A única coisa que foi rapidíssimo de verdade, foi meu casamento, cuja cerimônia foi realizada naquela saudosa escola.

(Espere um pouco... O garotinho da estória iria completar seis anos de idade e havia se casado? E seu casamento durou pouco tempo?).
Exatamente... Vou explicar melhor...

Quando o mês de Junho foi chegando, a escola inteira se preparava para as festas juninas, e como toda criança que gosta de interagir com as outras, eu adorava estar no meio da galerinha. Minha mãe havia autorizado minha participação neste evento e a cada dia, nós da escola ensaiávamos os passos da dança para apresentar no dia marcado.

Eu era uma criança que observava muito o jeito do meu pai, sua postura em relação às mulheres, em relação aos colegas e a forma de agir em casa. Ele sempre foi muito amoroso conosco, porém muito sério na forma de educar os filhos. Minha mãe, sempre ao nosso lado, cuidava para que tivéssemos uma boa instrução no decorrer de nossas vidas.
E de certa forma, eu procurava ser igual meu pai, na seriedade e também no temperamento.

Meu pai sempre foi muito ciumento, em relação a nós, seus filhos, e à sua esposa.
Eu crescia acreditando que aquela forma de ele  ser com minha mãe, era a maneira mais correta de ser com uma mulher. Mesmo sendo uma criança que não possuía sentimentos parecidos, eu encenava certos instantes, apenas para ser igual.

Pela primeira vez, depois de muitos ensaios, chegou o dia em que eu iria “dançar quadrilha”, era assim que falávamos uns com os outros. Era final de tarde de uma sexta-feira  que não teve aula, todos chegaram trajando vestes de caipiras, pinturas nos rostos simulando barba e bigode, remendo nas roupas e chapéu de palha. As meninas usavam vestidos rodados, chapéus e tranças, todos em um estilo “roceiros”.
Lembro-me como se fosse hoje, da menina que foi minha parceira... Vanessa era seu nome.

A dança começou, foi tudo muito divertido, fizemos tudo conforme o ensaio, e no final fomos elogiados pelo desempenho. A festa terminou e após as despedidas, cada um foi para sua casa.
Na segunda-feira retornamos às aulas normalmente, e quando cheguei à sala de aula, encontrei Vanessa conversando com um garoto de nossa classe...
Imediatamente, senti uma sensação de perda, algo muito estranho para uma criança que iria completar seis anos dentro de dois meses ainda.
Pela primeira vez, senti ciúmes... Andei bem rápido em direção a ela enquanto o garoto ficava olhando minha aproximação... Cheguei o mais perto de Vanessa e  comecei a brigar com ela... Logo ela se livrou e saiu de perto de mim correndo.

Não me lembro da sequência dos fatos após este ocorrido. A única coisa que lembro  é que nosso casamento acabou ali, durou apenas um fim de semana...
(Como assim? Que casamento?)
Acontece que eu, em minha inocência, gostava de Vanessa, e acreditei cegamente que havíamos nos casado durante aquela dança na festa junina...

Hoje me lembro disso e começo a rir... Só me resta rir..

4 comentários:

  1. e eu que pensei estar gravida depois que um menino me deu um beijo no rosto, no primário kkkkkkkkk
    Stelma Uberaba/MG

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  2. kkkkk.... aff... coisas de crianças que nos fazem rir! E eu que achava que era um super herói disfarçado... gostava muito de desenho e ainda gosto... as vezes desconfio que sou mesmo.... kkkkk... abraços mano!!!

    Geraldo Filho
    Uberaba - MG

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  3. o geraldo é um cabeçudo mesmo. Meu filho contou uma piada. disse que tinha um passarinho muito zangado e que nunca ria de nada nem pra ninguem...um dia ele subiu numa arvor, se desiquilibrou caiu e rachou o bico !!!!kkkkkkkk entendeu? rachou o bico!!!...kkkkkk
    adriana de jesus e rafael
    uberlandia

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  4. E eu que pensava que minha sombra tinha vida própria. Eu chorava quando não podia ver. Criança é mesmo pura. Hoje em dia esta pureza acaba precocemente. Seu blog é legal de ler porque não trata de um assunto e se emboca naquilo. Continue a falar de você, dos casos engraçados, dos carros encrencados e das críticas que me fazem abrir os olhos. Estou seguindo seu blog a partir de hoje.
    Um abraço!

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