segunda-feira, 11 de julho de 2011

Motoristas VS ciclistas.

O trajeto de alguns anos atrás que era realizado em alguns minutos de automóvel, hoje equivale a duas ou três vezes mais. O trânsito é alterado com frequência, fazendo com que ruas que tinham duplo sentido passassem a ter sentido único, semáforos instalados em diversos pontos da avenida e novos radares em cada cruzamento que passa a ser mais crítico.

São muitos os incentivos dos especialistas em tráfegos urbanos para desafogar o trânsito; como, optar pelo transporte público, carona com pessoas (conhecidas) que praticamente estão indo ao mesmo destino e a saudosa bicicleta. Está cada vez mais difícil ficar com a última opção. Bicicletas são vistas como frágeis e poucos querem deixar o conforto do estofamento do carro para se acomodar no banco da bicicleta, chegar suado e com o cabelo arrepiado.

Comumente são noticiados acidentes envolvendo ciclistas. Sempre em plena desvantagem, a bicicleta não consegue competir com o veículo nos quesitos: segurança, velocidade, proteção.
Já quem conduz o automóvel, está muito mais amparado por estes itens e neste aspecto nem precisa comentários.

Diante dos noticiários expostos com toda clareza, o medo assume seu lugar e a ideia de usar aquela bike para o trabalho, evapora. Como andar de bicicleta em um lugar onde as pessoas usam as avenidas como pistas de corrida? Como deixar o carro na garagem e pedalar nas ruas mais simples, sendo que o motorista que está no caminhão nem mantém a distância lateral obrigatória de um metro e cinquenta  centímetros?

Quase não existem ciclovias nas grandes cidades e nas cidades menores nem se fala nisso. Como querem sugerir uma melhoria se não apontam um incentivo mínimo, sendo este incentivo o simples fato de se ter segurança para pedalar? De que adianta falar, projetar, sonhar...

Se quiserem que mais pessoas utilizem suas bicicletas e deixem os carros em suas respectivas garagens, preparem, construam, concretizem o projeto que realmente trará melhorias no tráfego urbano e ao ar que respiramos. Se todos pensassem no outro por ser mais fraco, se todos se preocupassem com o próximo que inspira atenção e cuidado, não haveria tantos acidentes envolvendo veículos de menor porte.

No próximo dia 13 deste mês, completa-se um mês da morte de um ciclista na capital de São Paulo. Este era um senhor de 68 anos que atuava como presidente conselheiro de uma empresa. Tinha condições de andar de carro importado, mas preferia e amava as bicicletas, não por necessidade, mas por hobby. Logo  a falta de cuidado de alguém que se aproximava em um veículo maior e a falta de condições da via para receber tais ciclistas, foram somados e logo subtraíram uma vida de um ser humano.

Se realmente houver interesse da parte de autoridades para desafogar o caótico trânsito das cidades e se houver o real interesse numa melhoria do ar que respiramos, as bicicletas são ótimas aliadas... Desde que exista cuidado e respeito ao ciclista.

2 comentários:

  1. Tende a ser uma grande saída! É tudo muito simples, a gente que não quer dar o primeiro passo. Quando digo "a gente", me refiro à população geral e autoridades.
    Um abraço.

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  2. Vô te conta!!!... Esses imbecis que acham que sabem dirigir simplesmente pelo fato de terem uma permissão ou habilitação é o verdadeiro problema, enquanto que pessoas honestas tentam tirar suas licenças para trabalhar, estudar ou passear com sua família, outros idiotas o fazem para achar que a via são deles. Pessoas sem noção, que atropelam o pedestre, mesmo estando ainda no passeio; verdadeiros palhaços que acham que os equipamentos de segurança assim como o de identificação de sentido de direção (cinto, setas, farol, retrovisores, sinal de freio, etc...) são apenas acessórios, ou seja, opcional. Eu sei que mais pessoas incapacitadas estão nas ruas a cometer atrocidades, nem mesmo as autoridades conseguem punir esses imbecis. O jeito galera, é criticar e desmoralizar essas pessoas em suas próprias "fuças"... Não deixem barato. Se tiverem em uma roda de amigos, e um desses manés, se achar o kara por dirigir sem sinto, ou com o farol alto nas caras da pessoas, ou não utilizarem a seta identificando que vai fazer alguma coisa, ou que nem fazem manutenção periódica em seus veículos, e aé vai... sinceramente, faça deles objeto de piada pra todos, mostrando que ter licença para dirigir, não é licença para cagar no trânsito e fazer do mesmo o lixo que é, a sua própria casa! Abraços...

    Geraldo Filho - Uberaba/MG

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