quarta-feira, 6 de julho de 2011

Meu primeiro Fiat 147 (1ª parte).

Quem nunca possuiu um Fiat 147, não sabe o que é ficar na mão.
 Mas antes de "lavar a roupa suja" veja que esse veículo foi pioneiro em:
*Primeiro carro brasileiro com motor transversal dianteiro,
*Primeiro carro no Brasil com coluna articulada,
*Primeiro carro a álcool fabricado em série em todo o mundo, sendo a partir do ano 1976.


Um carro pequeno, fácil de manobrar, melhor de estacionar devido a grande capacidade de esterçar as rodas.
Confesso que  me deixou por um bom tempo à sua procura. Já tive outros carros, sempre gostei de modelos antigos independente do modelo; não necessitava justamente deste carro, mas era uma espécie de vontade.
Sempre gostei de modelos da década de 70, 80,  pelos  seus detalhes inconfundíveis, que na época era sinal de luxo e tecnologia.

Deixei de possuir uma moto para ter o meu primeiro 147, a história começa assim:
Numa tarde de sol, estava eu de folga e resolvi ir ao salão onde costumo cortar o cabelo, entre um cliente e outro, chegou a minha vez, sentei naquela poltrona, fui girado para o lado do espelho e esperei o cabelo deixar meu couro cabeludo de vez. Num determinado instante, adentra o estabelecimento um cliente que aguarda a vez, e ao ser informado do tempo que teria de esperar, já pega um jornal e vai ler.
O cliente relata que tem um carro pra vender, logo o dono do salão questiona a marca, cor e valor. Em seguida, ouço com toda clareza:  Tenho um "fietin"  pra vender, bege, dois mil reais...
O barbeiro logo pergunta onde está o carro e o cliente indica o endereço.


Eu na minha facilidade de memória, já havia gravado tudo e demonstrava nem estar apercebido da conversa entre eles. Ao encerrar fiz o pagamento pelo serviço e logo fui na direção do endereço para ter uma breve noção, ficaria mais fácil voltar lá a noite.
Dito e feito, lá estava eu na porta da residência procurando pelo vendedor que gentilmente me atendeu, mas não reconheceu. Tudo combinado, vendi uma boa moto e peguei os dois mil reais para ficar com o carro. Lembro que o antigo dono falava que aquele carro precisava de um bom dono, pois estava muito tempo parado e quase não andavam nele mais. Era tudo que eu queria, e o 147 me desejava também.


Levei pra casa, dei uma geral, encerei e comecei a consertar algumas coisas básicas. Uma lâmpada queimada, um parafuso bambo, um acabamento descolando...
Aquele cheiro do álcool na primeira partida de manhã, lembrava o carro que meu pai trabalhava quando eu ainda era muito pequeno, o mesmo fiat 147. As pessoas criticavam, zombavam e até riam por eu possuir um carrinho deste tamanho, mas era o carro que eu queria comprar, ora!
As marchas curtinhas, o painel com aquelas saídas de ar redondas e o barulho do motor eram como um grande brinquedo que papai Noel havia me dado.
                                                                                                                                                                                                 >  continua...

Um comentário:

  1. Pô meu... cade o resto da históriaaaa... caaaadêeeeee... huaaaaaaaaaa!!!!!!

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