sábado, 9 de julho de 2011

Mãe... Cadê a minha meia?

O ano era 1996, eu tinha apenas 13 anos. Sempre fui muito cuidadoso com as minhas coisas, mas só com as minhas. Algo que era dos meus irmãos ou emprestado, não recebia os mesmos cuidados meus. Nesta fase, eu era bastante egoísta e detestava emprestar brinquedos ou roupas.
Eu havia ganhado um par de meias de algodão na cor branca, e para me ajudar nos cuidados,  eu era exatamente o único que possuía meias naquela cor.
Assim que eram lavadas, logo eu guardava bem no fundo da gaveta para não correr o risco de meus irmãos pegarem e na ânsia de guardar tão bem, nem eu mesmo as encontrava depois.

Certo dia me preparando para sair, procurei as meias que deveriam estar na minha gaveta e depois de revirá-la completamente, não encontrei. Gritei desesperadamente: "Manhê! Cadê a minha meia branca?"
Ela em seguida me respondeu que não sabia. Nisso me deu uma sensação... A mesma de quem acaba de ser furtado. Saí desesperado para procurar nas gavetas dos meus irmãos e nada encontrei. Fui até a sala, olhei para meu irmão caçula e notei que o menino estava de bermuda e chinelo, retornei ao quarto novamente e encontrei o irmão mais velho.

Acreditei cegamente que ele estaria com elas quando minha mãe chegou no quarto estranhando meu desespero por causa de uma simples meia branca. Ao notar que meu irmão usava calças compridas e sapato, avancei sobre a barra da calça dele e gritei: "Tá vendo ó... "
Firmei as vistas e encarei bem para perceber que ele estava simplesmente sem meias.
Sendo ele muito branco, me confundiu por alguns segundos, logo me ergui, olhei para minha mãe e para meu irmão e comecei a rir da cena. Ele de tão branco, parecia estar usando minhas meias.

Depois de tanto rir, resolvi tirar a gaveta do lugar e percebi que a meia havia caído bem na parte do assoalho do guarda-roupa.
Amigo leitor, essa história justifica a imagem da postagem e um apelido que meu irmão deveria ter recebido naquele dia, não recebeu por falta de inspiração, seria: "O perna de palmito".

(Histórias reais de minha infância - Jefferson Nunes)

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