quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

Desejo a todos um feliz Natal! E que neste dia possamos ser cheios de paz, esperança e amor! De verdade.
São meus sinceros votos...
Jefferson Nunes.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Só pensa... Naquilo.

Final de ano, datas comemorativas, presentes, consumidores, dinheiro pra cá, mercadorias pra lá, movimentação intensa no comércio e correria para não ficar de fora na hora de presentear parentes e amigos...
Questionando alguém sobre isso, obtive uma resposta sem sentido: "Por causa da época! É hora de presentear quem amamos!"

Vem chegando o dia 25 de Dezembro... Dia este que, comemora-se o Natal, que significa simbolicamente o dia do nascimento de Jesus Cristo. Tudo bem, tem sido assim desde que eu me entendo por gente; mas dizer que é época de dar presentes, fica um pouco sem sentido. O que seria uma data para que todos refletissem sobre o próprio comportamento com o ser humano mais próximo (colega de trabalho, vizinhos, parentes, esposa, filhos), hoje tem se tornado faixa de propaganda para que o comércio seja fortalecido.

O sentido real do Natal está simplesmente esquecido na mente e no coração de muitos. Repetidas vezes em canais de televisão e nas ruas, ouvimos o som propagado desta data, como se fosse algo imbuído de amor, esperança e bondade para com os outros com quem convivemos e com quem não convivemos; mas na verdade é simplesmente uma chance do próprio comércio faturar alto com a venda de mercadorias representadas como presentes, quando estão em seus respectivos embrulhos natalinos. Isso não significa que os empresários do comércio não devem atuar nesta época do ano; lógico que devem, mas que o Natal não seja somente isto e pronto...

Enquanto ainda tem seres humanos nas ruas, comendo restos de comidas dos lixos, se cobrindo com papelões e fazendo suas camas de jornais; estamos nos fartando na Ceia de Natal, dormindo em camas macias e nos cobrindo com cobertores confortáveis e aquecidos. E o verdadeiro sentido do Natal passa desapercebido diante da nossa própria atitude em colocar nossos interesses em primeiro lugar, sem nem ao menos interessarmos na situação atual em que se encontra o outro.

Que o lucro exista honestamente, que as pessoas se presenteiem, se abracem, se encontrem, confraternizem... Mas que o verdadeiro sentido da comemoração simbólica seja verdadeiro em nós. Isto serve para mim, para você, para nós... E principalmente para aquele que só pensa naquilo: Lucro.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

E agora? Que mancada!

No caminho para a casa da avó, os netinhos iam brincando e conversando pela rua enquanto a mãe pedia para que ficassem quietos. Não adiantava muito aquele pedido, afinal ir para a casa da avó era tudo de bom e a meninada estava eufórica e ansiosa para brincar com os primos e rever os tios... Naquela coisa de criança entre uma brincadeira e outra, lá ia passando um homem pedalando sua Caloi vermelha, modelo Barra Forte, tranquilamente sem pressa alguma e em pedaladas suaves e constantes. Jefferson e seus irmãos perceberam somente quando a bicicleta passou por eles, e naquela distração acreditaram ser um dos tios...

Enquanto seus irmãos chamavam pelo nome do tio que pensavam ser, lá ia o Jefferson correndo desesperadamente na frente e em uma manobra rápida e bem precisa, ele agarra na garupeira da bicicleta, apoiando-se para pular, na extrema confiança de ser o seu tio...

O coração estava disparado, afinal "deu uma carreira" atrás da bicicleta; e a respiração ofegante não permitia que ele conversasse com o ciclista que apenas se parecia com seu tio. Quando o homem virou o rosto para ver quem estava segurando sua bicicleta, ambos se assustaram. Não era o tio que ele esperava...

Jefferson não tinha fôlego para pedir desculpas e nem para começar a rir; voltou correndo para junto de seus irmãos que caminhavam na mesma direção e aquele acontecimento nunca foi esquecido, sendo a primeira mancada de sua vida.

Se esta foi a primeira mancada do garoto Jefferson, vale a pena escrever também sobre a última mancada, (pelo menos até o presente momento) mais precisamente nesta quarta-feira passada...

Estando a caminho do trabalho, eu conduzia a moto no sentido Centro, e no sentido oposto, de bicicleta (pra variar), do outro lado da pista, pedalando de forma muito esforçada, estava um homem de calça preta e camisa branca, traje social... Em qualquer situação eu apostaria todas as minhas fichas que era meu amigo Ronaldo...

Buzinando em pequenos toques consecutivos, olhei para ele, vi que olhou também, percebi que ele levantou a mão como estivesse me reconhecendo, então esperei o primeiro retorno e voltei para conversar com ele. Cheguei buzinando e falando um pouco alto e quando vi o rosto do Ronaldo... Não era o Ronaldo!

O homem da bicicleta estava usando um uniforme de uma empresa parecido com o que usávamos e era muitíssimo parecido com o meu amigo, então expliquei tudo para ele, que demonstrava estar bastante cansado e suado de tanto pedalar. Fiquei com pena por ter que perder o embalo de sua bicicleta (parecia Barra Forte), para ouvir minha explicação do engano. Despedimos e no caminho fui rindo até chegar no trabalho... Se eu pudesse ver minha cara no momento exato da hora em que olhei para o homem, acho que seria mais ou menos assim:

Situações engraçadas acontecem com qualquer um e depois que tudo passa, ficamos rindo de nós mesmos. Se você tiver alguma história parecida com essa ou alguma mancada extra; escreva aqui no comentário. O importante é rir!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nada está bom.

No decorrer da correria do dia, deparei-me com uma senhora de um pouco mais de sessenta anos que andava pela calçada com sua bolsa de couro preta presa ao ombro, que mais parecia uma mala de viagem. Quando chegou o momento de eu passar por ela para atravessar a rua, a senhora olhou para mim e percebi que viria alguma reclamação ou murmuração... Não sei porque, mas tenho uma facilidade imensa de olhar no semblante da pessoa e já perceber se o assunto será bom ou não...

Aquela senhora olhou para mim com um semblante cansado e disparou a seguinte frase: "Sol terrível! Credo!" E continuou a andar olhando para mim esperando que eu desse a ela crédito pela sua frase demonstrando extremo calor. Olhei para ela e não tive muito o que dizer pela distância que aumentava entre nós, apenas afirmei: "É bravo."

O dia estava realmente muito quente e quase não choveu durante o mês. Justamente neste dia começou um vento mais forte e como eu trabalhava em um serviço externo percebi que iria chover logo mais a noite. Engano meu; não passou duas horas de ventania e choveu por cerca de quase uma hora sem parar... Eu via pessoas procurando abrigo em lojas e em toldos de comércios, ônibus passando pela avenida abarrotado de passageiros, gente em cima dos assentos do ponto de ônibus protegendo os pés da enxurrada e guarda chuva estragando na hora em que seria ótimo seu funcionamento...

Chovia intensamente e ninguém estava esperando isso naquele final de tarde. Eu me protegia como podia, mas o vento espalhava a chuva em todas as direções fazendo com que todos se molhassem mesmo debaixo de uma cobertura. Naquela hora uma mulher que aguardava  o ônibus passar exclamou: "Essa chuva só veio para atrapalhar!" E por seguinte usou uma palavra como se estivesse amaldiçoando aquela água que caía do céu.

Confesso que fiquei tremendamente indignado com aquela mulher, que como louca disse uma frase sem sentido e sem pensar. Como eu estava uniformizado e a serviço da empresa em que trabalhava, optei por ficar calado para não me prejudicar. A chuva caiu com bastante força naquela tarde e independente da reclamação das pessoas, a natureza não altera seu ritmo.

Quem consegue agradar o ser humano? Se faz calor, tem quem reclame. Se faz frio, tem quem reclame. Se chove, tem quem reclame... Nada está bom... Pessoas vivem a reclamar de tudo ao seu redor, das outras pessoas, do trabalho, das dívidas que ela mesmo fez e também do clima. A moça do ponto de ônibus e a senhora com sua enorme bolsa, não foram felizes em seus comentários ou desabafos. Independente de suas idades bem distantes, tiveram o mesmo gesto de reação. Na realidade, ninguém não está satisfeito com nada, porque não percebem que precisamos do calor do sol como precisamos da água da chuva. Não valorizam este fenômeno da natureza que nos mantêm vivos... 
Afinal, quem pode agradar o volúvel ser humano?

sábado, 26 de novembro de 2011

O desengatador de câmbios.

Nem aprendeu a ler direito e já estava com um livro que trazia por título: Manual do motorista. Aquele livro tratava de normas de trânsito e regras de circulação, mas bem no começo em singelas duas páginas, ensinava passo a passo como sair com o veículo corretamente. E eu pensava que estava apto para conduzir qualquer tipo de veículo automotor...

A primeira oportunidade que tive de adentrar um veículo sem ninguém por perto aconteceu provavelmente quando eu tinha meus oito anos de idade e contou com a participação do meu irmão mais velho (um ano e seis meses a mais). Estávamos na casa de um colega de nossos pais, enquanto eles conversavam dentro da casa, as crianças estavam no quintal, mais precisamente perto do carro do "Seu Milton".

O carro era uma DKW (conhecida como DKV), e estava quietinha estacionada em um enorme quintal que tinha bastante terra, plantas e um galinheiro. O irmão mais velho não imaginava que dentro de poucos segundos estariam metidos em uma grande encrenca.

Lá ia o Jefferson, acreditando que por ler o manual do motorista conseguiria funcionar aquele carro sem a chave estar no contato. Abriu a porta, sentou no banco do motorista, sentiu um leve cheiro de gasolina no ar e se posicionou como que fosse realmente dirigir a DKV.
Não sei o porquê, mas eu não conseguia ver o câmbio de um carro e ficar sem tocar nele. Era justamente a primeira coisa que eu fazia. Repentinamente o carro desceu de ré pelo quintal, passou pela entrada do quintal e foi parar no meio da rua. Ainda bem que não vinha nem pedestre, ciclista ou veículo naquela hora... Uma coisa ainda não consigo entender; quando o carro parou, lembro que meu irmão estava no teto do carro... Acho que ele começou ali acreditar que era o homem-aranha.

Pra não ter que apanhar tivemos que prometer nunca mais fazer bagunça na casa dos vizinhos, mas eu não fiz nenhuma promessa a respeito de adentrar veículos e desengatá-los para descer ladeira abaixo, tanto é que alguns anos depois, o carro que meu pai trabalhava estava estacionado na porta de casa e lá fui eu novamente pegar a chave...

O veículo desta feita era um Chevette, e enquanto meu pai tomava um banho para jantar e retornar ao trabalho eu consegui mais esta façanha: Desengatei o carro e andei uns dez metros em ponto morto na rua em que morava. Não sei como meu pai ficou sabendo em tempo real que o carro estava descendo a rua comigo, pois ele apareceu só de toalha na rua para me acudir.

O manual do motorista ensinava que era preciso colocar a alavanca do câmbio na posição "ponto morto" antes de dar a partida, e mais uma vez eu tentei fazer uma Kombi funcionar, desta vez na porta do bar aonde eu estava com meu pai. O dono da Perua estava deixando alguns pacotes de salgadinhos no bar para a revenda, e eu na minha agilidade de motorista aproveitei a porta aberta e sentei no banco do motorista realizando pela terceira vez na vida o procedimento do câmbio em ponto morto... Descendo de ré pela rua, somente parou porque bateu a lateral em outro carro que estava passando pela rua. Não sei o que aconteceu depois desta hora, mas pelo visto o dono da Kombi foi muito calmo na hora de resolver com o meu pai. Não sei porque em três tentativas nada deu certo, afinal de contas eu tinha o manual do motorista, sabia passo a passo como proceder e mesmo assim os carros só andavam na "banguela".



sábado, 19 de novembro de 2011

Dicas para comprar um Fiat 147 - Final.


O próximo passo que se dá no processo arriscado de possuir um Fiat 147 é conversar antecipadamente com um mecânico de sua confiança. Combine com ele para que o carro seja profundamente observado quanto ao funcionamento do motor e outras coisas mais.
Não é tão simples assim; dar uma partida, acelerar e diagnosticar se o motor está falhando, batendo, fumando, rajando, rezando...
O mecânico precisa verificar bem, afinal um serviço de motor completamente refeito não ficará por menos de R$2.000,00.

Se tudo estiver em ordem, aproveite para levar o carro em um bom funileiro, que conheça bem a estrutura deste carro, na maioria dos casos este veículo apresenta algum tipo de trinca no "chifrão"; e segundo todos os possuidores deste carro, se isto chegar a quebrar: Já era!
O funileiro precisa constatar bom estado de conservação na estrutura e na lataria em geral; sabemos que este veículo possui vários pontos suscetíveis a corrosão (podrões), porém existe casos em que um bom reparo resolve. Abaixo um exemplo de ótimo estado de conservação de um 147. Verifique exatamente nesta localização se algo está comprometido. Insista com o profissional e observe como está as condições.
Advirto mais uma vez: Se o problema for na estrutura, desista do carro!
Caso o carro seja aprovado pelo seu mecânico e um funileiro de confiança, resta apenas conferir a documentação. Caso deseje, pode ir direto a um despachante para que possa ser feito os procedimentos de transferência; lá você saberá se o veículo está com os impostos em dia e se não há multas.

Importante: Nunca adquira um veículo baseado unicamente na sua empolgação por se tratar de um carro que você sempre desejou há anos. Tenha calma na hora de negociar, mas não saia por aí tentando comprar carro a preço de banana só porque tem uns trocados no bolso. Negocie, avalie, verifique, teste, pense bem e depois é só desembolsar o valor e passear no tão sonhado carrinho.

Conheço dois proprietários que tem seus respectivos Fiat 147. São os únicos donos e não tem a mínima intenção de vendê-los. Já até tentei aos poucos entrar neste assunto com eles... A resposta sempre foi: NÃO!
É assim mesmo, paixão é paixão... No dia em que minha vontade de ter um 147 despertar do sono profundo;   irei diretamente em um desses dois proprietários, caso contrário será uma procura de agulha no palheiro.
Termino esta postagem de "Dicas para comprar um Fiat 147" com a exibição de uma página de uma revista que estava há algum tempo salvo no computador. Não me lembro bem da origem da imagem, porém agradeço a quem postou isto pela primeira vez. Boa sorte aos caçadores de sonhos! 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A Kombi monstro.

Segundo relatos da minha própria mãe; eu chorava de medo de algo muito simples que vemos nas ruas...
O vendedor de frutas que usava um carro e um megafone, conseguia me assustar a ponto de eu virar um "farelo" para dentro de casa.

Toda criança tem seus medos. Existem alguns que nunca lembraremos deles porque com o passar do tempo acabamos por esquecer. Não me lembro que aquela voz: "Olha a laranja... Vamos chegar freguesa, vamos chegar freguesia..." me fazia espantar a ponto de arrancar lágrimas dos meus olhos verdes; mas se foi a minha própria mãe que disse então quer dizer que é verdade...

Bem, como não me bastasse as noites de pesadelos que davam continuidades noite após noite e meus gritos chamando minha mãe, eu tinha medo do escuro, de ficar sozinho, de ficar longe dos pais, medo de morcego, cachorro (urso), e barata... Eu também tinha medo do vendedor ambulante com sua voz "megafonada"...

Criança é assim, possui sonhos, imaginações, fantasias, medos e o mais interessante é que os sentimentos delas são sinceros... Deve ser por isso que dou tanta atenção à elas.
Quando uma criança demonstrar fraqueza ou sua bravura; ouça, entenda, compreenda e mostre a ela como são simples as coisas; afinal quem é o adulto hoje, que não foi criança no passado?

Agora posso contar que naquela fortaleza que eu me mostrava para os meus irmãos; na realidade eu era um grande ator e que sentia até calafrio nas vértebras... Fui criança em todos os sentidos... Apenas meus sonhos permanecem...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Por quê a chuva?


Os noticiários costumam citar o trecho "por causa das condições climáticas" e "por causa da forte chuva", justificando o acontecimento "acidente" que foi provocado propriamente pelo ser humano de carne e osso, denominado aqui de motorista. Será que estamos vendo os primeiros acidentes acontecerem nas estradas? Será que estamos vendo as primeiras barbaridades que resultam em mortes nas estradas do Brasil? Não!

Recentemente ao enfrentar uma condição adversa na rodovia, trafeguei juntamente com uma multidão de carros na velocidade média de 50 km/h por não haver muita visibilidade naquele trecho, pois chovia intensamente de maneira assustadora. Demorei para chegar ao destino muito mais do que havia previsto, mas cheguei. Diferente de outros motoristas que em suas pressas e compromissos inadiáveis cortavam a pista confiando em seus carros, em si mesmos e nos pneus de seus automóveis que em certos momentos se separavam do solo.

No trajeto de volta, estava lá, o inesperado, o incalculado, o imprevisto... O acontecimento do terrível acidente envolvendo veículos. Ninguém sai de casa ou parte da origem se preparando para colidir com outro automóvel, caminhão ou carreta. Não existe um motorista que viaja preparado para se prender às ferragens retorcidas de seu caminhão ou ônibus, logo vemos que ninguém sai de viagem pensando em ficar no caminho esperando socorro médico por causa de um envolvimento acidental...

Se tratava naquele momento de um acidente envolvendo carretas que faziam suas respectivas viagens e um carro de passeio com os familiares. Um dos veículos aquaplanou e durante a manobra de parada ocorreu o acidente. Cinco pessoas da mesma família deixaram de existir por conta de uma aquaplanagem...

A camada de água que separa os pneus do solo faz com que se perca a direção do veículo. Como motorista já tive esta experiência que me fez congelar a coluna e tremer por mais de dez minutos depois do ocorrido. Depois desse dia, depois que fui apresentado pessoalmente para a "aquaplanagem" decidi não querer encontrá-la mais. Ando devagar, demoro chegar, atraso meus compromissos, mas prefiro chegar atrasado do que nunca mais chegar.

Não foi a chuva, choveu na rodovia inteira, choveu na cidade inteira, na região toda... Era para todo mundo se acidentar então... O que acontece é que o ser humano confiando em sua habilidade de dirigir não considera que existem riscos à frente. Depois que se ouve o grande estrondo e barulhos de vidro caindo e estilhaçando no chão, percebe-se que não adiantou os vários anos atrás de um volante e toda aquela habilidade nada mais valerá...

Tenham medo de morrer, de matar, de ferir, de sofrer... Respeitem as condições adversas sejam elas na cidade, na rodovia ou na zona rural... Perceba que se você como condutor, deixar de existir vitimado pela imprudência própria ou de terceiros, ocasionará sofrimento aos que ficarem... O risco também do acidente  deixar sequelas é grandiosíssimo... Não queira ficar em uma cadeira de rodas para o resto de sua vida por conta de uma pressa em um pequeno instante ou compromisso do dia. Viva a vida e deixe os outros viverem também.

Estou até o presente momento impressionado com a gravidade do que vi... Todo mundo costuma falar e sabe da ilustração do "homem que queria ser ajudado por Deus"... Então meu amigo leitor, viva a vida mesmo e faça a sua parte, pois assim, em um todo, estaremos cada qual cumprindo a sua e a parte que diz respeito a Deus não falhará.

Por fim; a chuva não mata ninguém e não é a primeira vez que acontece casos assim... Tenham todos uma ótima viagem e lembrem-se de fazer cada um a  sua lição de casa. 

sábado, 1 de outubro de 2011

1º de Outubro - Dia do vendedor.


Vendedor: Aquele que vende ou tem por profissão vender. 
Esta profissão é exatamente uma das mais importantes que existem e requer uma pessoa que possua um dom muito especial: O de encantar pessoas.

Encantar, no que me refiro neste contexto, não significa uma forma de enfeitiçar para enganar ou algo como magia, mas refiro no sentido real de causar satisfação, agradar profundamente.

Tive a oportunidade de ser um representante de uma empresa no ramos de bebidas e muitas vezes ouvi das pessoas ao meu redor que eu não era um vendedor, mas um "tirador de pedidos", visto que a própria bebida faz sua própria venda. Mas não era bem assim que acontecia.

Todo ramo de vendas com seu leque de produtos a serem oferecidos possuem aqueles "mais pedidos" os "mais vendidos" e os "cravos". Digo que os "mais pedidos" são aqueles que em cada visita todo cliente pede uma pouca quantidade. Os "mais vendidos" são aqueles que nem todos pedem por ele, no entanto quando se tem a venda dele, é em grande quantidade, superando os "mais pedidos". O último, "os cravos"; esses então são aqueles que ficam encravados no seu esquema de metas e que ninguém pede. É aquele produto que não tem grande aceitação no mercado por já haver certa marca liderando. Esse "cravo" é o que geralmente se dá mais proporção de comissão no ramo de bebidas, aonde muito sofri para dispersá-los.

Alto estado de adrenalina, tenso e ansioso. Era assim que eu me sentia a cada final de mês quando se aproximava o fim dos dias para o encerramento do período. Era a hora de sair visitando clientes de potencial,  insistir, reinsistir, chorar, implorar e não sei mais o quê, para no final ouvir do cliente: "Pode mandar pra mim..." ou "Está bem, pode colocar no meu pedido...".

Os "cravos" me perturbavam até no meu sono, juntamente com as metas de compradores e merchandising.
Quase sonhei que estava pedindo um COMPRADOR para adquirir os "cravos" daquele mês na Porta da Esperança, mas quando Silvio Santos abriu as portas não havia ninguém lá e a platéia em coro: Ahhhhh!

Vendedor... Independente de qual seja sua área... Parabéns pelo seu dia, parabéns por cativar as pessoas, parabéns por fazer a empresa em que trabalha progredir, parabéns por exercer uma das profissões mais importantes deste país e parabéns mais uma vez pelo seu dom de aproximar dos clientes e conquistá-los com sua inteligência.

Um grande abraço a todos os vendedores!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dicas para comprar um Fiat 147 - 2ª parte.

Interior do meu 147.
Depois que pesquisamos, andamos, suamos e encontramos o tão procurado Fiat 147, chegou a hora de verificar o que olhar...
Já olhamos por fora e agora falaremos do interior. Esta parte  não tem muito segredo, tudo está muito nítido; no momento em que você abrir a porta para olhar o interior, estará ali na cara, ou é, ou não é!

Verificando o interior.
Aqui é bem simples mesmo, dê aquela olhada geral, tenha uma vista ampla e de imediato já vai saber se você mesmo gostou ou não. Comece verificando o painel, se possui trincados ou rachaduras; se tiver pequenas trincas pode ser que o carro ficou bastante tempo exposto ao sol e se tiver rachaduras maiores pode ser que sofreu algum tipo de colisão mais violenta.

O volante não pode ter folga e deve ser leve ao girar, mesmo com o carro parado (depois que você comprar evite girar o volante com o veículo estacionado), balance o volante para encontrar alguma folga maior.
O painel de instrumentos deverá estar 100% funcionando (afinal, está comprando um carro e vai pagar por ele), verifique limpadores de para-brisa, luzes de lanterna, farol, seta, luz de freio, luz do painel, velocímetro e marcadores de temperatura e combustível.
Pise na embreagem e coloque o carro em ponto morto, aproveite e confira se o freio de mão funciona.
Ao desengatar o carro (se o freio de mão funcionar) tente engatar 1ª, 2ª, 3ª e 4ª marcha. Elas devem ser bem precisas no momento em que forçar a alavanca do câmbio. Sobre o fato de ser difícil engatar alguma marcha com o 147 em movimento é outro assunto...

Se você não precisou colocar um tijolo atrás da roda e o carro não desceu ladeira abaixo, sente-se no banco do passageiro e no banco de trás também. Verifique se os bancos estão bem fixados na estrutura, olhe também o forro do teto, se não possui rasgados ou se estão muito danificados; e confira o forro das laterais.

O forro dos bancos é algo muito nítido, seu estado de conservação irá revelar na primeira olhada. Outra dica aproveitando que você está "ensebando" lá dentro é conferir se o carro possui o extintor de incêndio, em seguida abra o porta-malas e verifique o estado do assoalho e certifique-se que esteja lá a chave de rodas e o triângulo de sinalização.

Feito este procedimento do interior, acredito que não há nada mais para olhar... Eu sei que já estava se imaginando andando com o carro, mas é preciso seguir mais algumas etapas antes de levar para sua casa o tão querido "fietin". Na terceira parte, iremos dar uma funcionada no motor e verificar os principais problemas através de um ouvido pronto a ouvir o que diz o barulho do 147.
> continua...

domingo, 25 de setembro de 2011

Dicas para comprar um Fiat 147 - 1ª parte

Respondendo a pergunta de um leitor que certamente se assustou com a batalha Jefferson VS Fiat 147; postarei no blog tudo o que deve ser feito antes de adquirir este veículo.

É um carro que me atrai... Ao encontrar um trafegando pela rua fico olhando se possui detalhes originais ou se foi modificado.

Conforme  for escrevendo vou postando os assuntos por parte.

Espero que isto seja abordado de uma maneira bem clara, sem usar muitos termos técnicos ou dicas que não causam nitidez. Ofereço esta sequência de dicas aos leitores que se interessam por carros dessa época, e espero ansiosamente que chegue o dia em que o Fiat 147 seja tão valorizado quanto o saudoso Ford 1929.

Quais seriam as dicas antes de comprar um Fiat 147?
O que devo olhar antes de comprar um Fiat 147?
Darei as respostas no decorrer das postagens, não perca nenhuma delas, e se perder não venha chorar na minha cabeça dizendo que comprou gato por lebre...

Pesquisando...
Antes de tudo, pare e reflita sobre a necessidade de se ter um 147...
Quando chegar na sua casa e estiver pronto para dormir, ponha sua cabeça no travesseiro e faça a seguinte pergunta: "Para quê eu quero comprar um 147?"
Se a sua resposta for: "Preciso comprar esse carro para usar diariamente, para ir ao trabalho, escola, faculdade, curso, aniversário, viagem...etc..."
Tenho que dizer que esse carro será uma agulha no palheiro.

Se a sua resposta for:
"Preciso comprar esse carro porque gosto, tem que ser um carro bem inteiro, não será um carro de uso diário, apenas para passeio em fins de semana..."
Então lhe direi que foi tirada metade da palha aonde se encontra a tal agulha.

Mas se a sua reposta for: "Quero comprar esse carro, dar uma reforma e usá-lo de muitas formas..."
Aí direi que você está vendo parte da agulha fazendo um pequeno reflexo em seus olhos, porém um movimento em falso e a palha irá se mover e será um trabalhão encontrá-lo.

Partindo do princípio que não somos colecionadores de carros antigos e que precisamos desse veículo para uso normal como ir ao trabalho e ao supermercado; direi que você já tem em mente aonde irá comprar esse veículo: Na sua cidade.

Comece a pesquisar em classificados de jornais, nas feiras de carros usados e também ao andar pela rua, dificilmente você voltará para casa sem ter encontrado pelo menos uma espécie desse 147. Não tenha vergonha de perguntar, conversar, informar... Ao avistar um carro que te agrada, tente saber quem é o dono, se tem interesse em vender, se conhece alguém que tem um a venda... Converse, informe-se. "Quem tem boca vai a Roma; e de 147 se for esperto".

Depois que encontrar o candidato da vaga da sua garagem, tente manter seu controle. Evite empolgar e começar a falar do quanto quer o veículo, do quanto procurou e quanto andou... Converse com o vendedor tranquilamente. Nem todo mundo quer um Fiat 147, mas quando o vendedor encontra um interessado, costumam inclusive dificultar a negociação, aumentando preço, resistindo a descontos e assim por diante.

Então, depois de encontrar o seu futuro Fiat 147, veja se a cor e o modelo te agrada. Passando esta etapa, não se aproxime muito do carro, comece a olhá-lo de longe na tentativa de ver possíveis defeitos na pintura ocasionados por serviços de funilaria. Observe-o bem e de longe, olhando para a posição das rodas dianteiras e traseiras. Olhando o carro de frente, verifique se as rodas dianteiras não estão abertas ou fechadas demais. Procure ver também, se possível, o alinhamento das quatro rodas, estando em frente ao carro na intenção de notar algum desalinhamento da carroceria (traseira desalinhada com a frente).

Chegue mais perto e verifique os espaços das portas; coloque o dedo indicador entre a folga da porta esquerda e compare com a porta do lado direito. Verifique também as folgas da tampa traseira e a tampa do motor, se não estão "trepidando".

Olhe a lataria durante o dia e em lugar claro. Lugares escuros e lataria molhada escondem defeitos na pintura como excesso de massa plástica, que com o passar do tempo trincam ou rompem. A lataria tem que refletir uma imagem lisa, desconfie de latarias opacas ou ásperas.

Abra as portas e confira se as portas se fecham com facilidade sem a necessidade de muita força. Procure pontos de corrosão como embaixo das portas, interior dos para lamas e rodas. Costumam ter excesso de  "podrões" nestas partes e em muitos casos não apenas encontram-se ferrugens na lataria, mas lataria nas ferrugens.

Se quiser pode fazer o esquema do pano com imã. Enrole-o num pano e passe sobre a lataria do carro, aonde tiver excesso de massa, o imã não permanecerá "colado" e se soltará com facilidade. Sobre os "podrões" na lataria, digo que tudo se resolve. O Fiat 147 é um carro que está aí lutando há mais de 30 anos e não há lata que aguente tanto oxigênio sem enferrujar. Sempre existirá um bom funileiro e um bom pintor para realizar tais reparos. Uma coisa eu digo e tenho plena certeza: É melhor comprar um carro que esteja 90% de lataria e 0% de motor, do que o contrário. No motor, gastando uma grana, você deixa ele como estivesse saído de Betim-MG. No caso da lataria, não é a mesma coisa. Portanto, lataria é tudo; se o carro estiver bonito de lataria (conservado), não esquente a cabeça com os pontos corrosivos como em baixo das portas, rodas e para lamas... Um bom profissional irá recuperar estes pontos e seu carro estará inteiro novamente.

Na segunda parte, acompanhando a sequência falarei do interior, visto que por fora o carro passou no teste da "olhada".

>continua...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Na hora de abastecer: Gasolina ou Etanol?


Na hora de abastecer o carro flex, o consumidor sempre leva um susto ao deparar-se com o preço praticado pelos postos de combustíveis. A causa do susto está principalmente ligado ao preço do etanol. Segundo notícias atuais o preço do etanol está 25% mais caro do que o mesmo período de 2010.

É de se espantar ao saber que tudo indica uma futura falta do produto no mercado e no tanque dos carros movidos a etanol. Mas a causa disso está diretamente ligada ao fato de ser mais vantajoso exportar açúcar do que fazer etanol. Visto que o mercado do açúcar está em alta, o lucro será maior atendendo esta necessidade. Um litro de álcool resulta em 1,5 kg de açúcar.

De toda forma, estamos vendo que realmente faltará esta opção de combustível ecologicamente correto no mercado brasileiro e a consequência todos já sabemos: Preços elevados.
Quem tem o carro flex, conta com um escape na hora de ser "assaltado" quando abastece o automóvel. Basta fazer a seguinte conta:
Divide-se o valor do Etanol pelo preço da Gasolina, o resultado deve ser igual ou menor de 0,7. Quanto mais abaixo de 0,7 melhor para seu bolso.
Exemplo dos preços praticados na cidade onde moro:
Preço do litro:
Etanol: 2,19
Gasolina: 2,99
2,19/2,99 = 0,73 (Nesse caso compensa abastecer com gasolina).

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O que verificar antes de comprar um Fiat 147?

Foto do meu "saudoso"  Fiat 147.
Calma! Não é nada disso que você está pensando, eu posso explicar! (Nunca pensei que usaria esta frase).
Este blog não se tornou um classificados de compra e venda de veículos usados; acontece que recebi através dos comentários de outras postagens, uma sugestão. Segue abaixo:
"Então esse carrinho é um sonho perdido. O que devo olhar antes de comprar um Fiat 147?"
Bem, responderei esta pergunta em algumas etapas das próximas postagens. Quem sabe ajudará você, antes de comprar seu primeiro "fietin".
Portanto, espere! Não compre nenhum 147 antes de ler as futuras postagens!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Meu suado dinheiro.

Se todo mês eu colocar R$100,00 na carteira para gastos emergenciais como, um remendo de pneu furado, uma lâmpada do farol que queimou, um remédio para dor de cabeça... Estarei me prevenindo e acudindo tal situação. São gastos que não são previsíveis e devemos estar precavidos. Imaginem se o pneu furado me impedir de ir para casa, ou a lâmpada do farol deixar o carro "caolho", e se a dor de cabeça me atazanar o dia inteiro... Ninguém suporta. São situações que ocorrem e nada melhor do que ter o que se fazer para remediar.

Imaginem então se eu colocar os mesmos R$100,00 na carteira e começar a gastar com um sorvete todas as vezes que eu passar em frente à sorveteria. Comer lanches todas as vezes que passar em frente à lanchonete. Tudo bem, a regra contém exceção. Mas toda vez, passa a ser costume.

Eu estava há alguns quilômetros de distância de casa quando bateu aquela baita roncada no estômago. Já procurando um lugar para comer um salgado e um refrigerante. No trajeto calculei que estava cerca de uns cinco quilômetros de casa. Calculei o trajeto de ida e depois o retorno para que eu continuasse a fazer a tarefa do dia. Seriam dez quilômetros, o que custaria em combustível para a motocicleta exatamente R$0,99.
Dois salgados e um refrigerante não ficaria menos de R$4,50.

A gasolina já estava no tanque e eu deixei de gastar o dinheiro que havia na carteira, e além do mais, a comida que estava em casa já estava pago e bem mais saudável. É apenas um pequeno exemplo de como podemos administrar o nosso dinheiro, esta comparação relativa entre uma coisa e outra deve ser feita em todos os aspectos.

Na hora de gastar o seu dinheiro, procura avaliar se o que vai adquirir é realmente necessário.
Hoje, 19 de Setembro, é o dia do comprador; que pode ser também considerado o dia do consumidor, pois também adquire produtos através de compras.
Fica aqui a dica, programe-se antes de sair às compras.
Faça uma lista do necessário, dando a esta lista prioridade.

No mais, tenha consciência, afinal dinheiro não é capim, não se vê crescendo em árvores, mas resulta do seu trabalho. Ele não se multiplica no bolso, embora quanto mais se troca uma nota grande, mais notas menores se tem na carteira. Termino este com uma pequena frase de grande valia:
Gaste menos do que ganha.

domingo, 11 de setembro de 2011

Ao escutar o relógio...

Quem consegue saber ou entender sobre o que rege no intervalo dos segundos?
Quem faria aferição e diria que o segundo não é autêntico?
Talvez seu intervalo seja exagerado ou miserável...

Diria eu que o segundo em questão, tão somente se torna exagerado em situação de extrema saudade...
Diria também que seria miserável em plenos momentos ao lado de um grande amor...
Se ele se torna exagerado ou miserável; não sei classificar...

O amante acharia miserável; o sofredor acharia exagerado.
As somas destes pequenos espaços de tempo, dão lugar ao instante, que em sua somatória resulta em tempo. Mas quem seguraria o tempo? Quem o apressaria?

Segundos, minutos, horas, dias, semanas,  meses, anos, décadas, séculos, milênio...
O topo talvez seja isto, o milênio... Mas de qualquer forma ele se sustenta no segundo.
O gigante milênio se constrói em muitas etapas do segundo.
Quem calcula isto? Quem diria se o barulho do ponteiro do segundo trabalha justamente?
 Calculam-se os séculos, mas quem constrói é o segundo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

7 de Setembro.

Este acontecimento conhecido por Independência do Brasil, foi um dos fatos históricos mais importantes do País, pois revela o momento do fim do domínio Português e a conquista da autonomia política. Antes deste 7 de setembro de 1822, várias pessoas morreram tentando chegar à este mesmo ideal, entre eles, Tiradentes.

Após este fato que fez com que o Brasil não dependesse mais de Portugal, houve então os primeiros reconhecimentos desta independência, sendo que o México e os Estados Unidos foram os primeiros países a reconhecê-lo.


É muito bom saber que vivemos em um país livre...
Estamos livres...
Seria melhor se o Brasil conseguisse se livrar também...

Dos casos de abandono que acontece em hospitais, quando bebês, jovens e idosos morrem em filas de hospitais aguardando atendimento médico ou esperando um tratamento para recuperar sua saúde.

Do descaso com a juventude que experimenta pela primeira vez a droga e por seguinte se torna um escravo do vício; quando muitos tem uma mínima vontade de tentar sair do buraco escuro, porém não encontram quem lhes ofereça ajuda ou amparo e acabam se entregando nas "Cracolândias da vida".

Dos ladrões disfarçados de aliados do povo, com seus ternos, com seus patrimônios duvidosos, com seus desvios de dinheiro público, e ainda estão lá, "representando" o povo.

Dos impostos altíssimos, dos tributos exagerados, das arrecadações gigantescas, no pretexto de se usar esse dinheiro em favor da população.

Da impunidade, da injustiça, da desonestidade, da maldade, do egoísmo, da ganância, do lucro fraudulento, do abuso de poder, do descaso, da mentira, da covardia, etc... ( e tudo de ruim que você já viu no Brasil).

Diante de tudo isto que vemos, lemos, ouvimos; resta uma pergunta atuando como um martelo em minha própria cabeça:
"O que eu tenho feito para que seja diferente?".

Eu já tenho minha resposta; creio que você também já tem a sua. Independente de qual seja ela, saiba que podemos fazer algo pelo país em que vivemos. Talvez sozinho, não consigamos mudar as coisas ruins, mas pelo menos podemos contribuir para que isso aconteça. A união, é um ótimo aliado nestas mudanças.

Independente de sua resposta...
Independente do dia da Independência...
Não espere para contribuir para um Brasil melhor para nós mesmos...
Somos livres, e se livre somos, temos liberdade para não nos aprisionar em nada.
Um bom 7 de Setembro para você Brasil!

São os votos do seu patriota:
Jefferson Nunes.

sábado, 3 de setembro de 2011

Eriosvaldo e Jorgina

Tem gente que não consegue se manter calada em certas situações e seus comentários apenas pioram o fato.
Depois de muito ouvir pessoas ameaçando fazer isso, fazer aquilo, fazer aquilo outro... Percebi que muita coisa não passa de desabafo... Faz nada... O ruim é quando acontece alguma coisa, que dá a entender, que tem alguma ligação com que o "bocudo" esbravejou...
Abaixo, uma estória ilustrativa que imaginei... 


Eriosvaldo é um homem trabalhador, sistemático, muito reservado, suas poucas amizades são seus verdadeiros amigos. Ele tem todas as qualidades de uma pessoa honesta e batalhadora, porém seu único defeito consiste em ser desconfiado de tudo, inclusive de Jorgicléia, sua namorada.

Em suas crises de ciúmes, procurava os amigos para conversar, na intenção de desabafar aquela pressão psicológica em sua cabeça. Nisto, os amigos estavam prontos para ouvi-lo, porém como todo ser humano é igual, assim que se viam sem a presença de Eriosvaldo, começavam a falar entre a turma:
"Ele vai acabar enlouquecendo de tanto ciúme da Jorgicléia."
Outros:
"Não sei não, acho que ela gosta de outro e não vai demorar muito para terminar com ele."
E alguns:
"Nem quero estar perto quando Eriosvaldo ficar nervoso... Ele é calmo, porém estas pessoas quando nervosas ficam descontroladas."

Passaram-se os dias e Eriosvaldo estava completamente estressado no serviço, não tinha rendimento suas tarefas e concentrar-se no trabalho era impossível. Então ele diz à turma, durante o trabalho:
"Pessoal, eu vou sair daqui agora, vou na casa da Jorgicléia e dependendo da situação que eu encontrar, eu vou partir para a porrada!"
Os amigos imediatamente:
"Quê isso, nada de violência, tudo é conversado! E cuidado, a Lei Maria da Penha..."

Ele retrucou:
"Vocês vão ver, eu vou lá agora e se ela não quiser me atender eu vou arrombar a porta e quebrar tudo lá!"

Em seguida saiu.

Eriosvaldo era muito nervoso, e bastava pensar em alguma situação ruim, que seu coração disparava e a adrenalina corria pelo seu corpo.
Assim que passou pela sala do chefe sem justificar, desceu as escadas correndo, passou pela catraca, atravessou o estacionamento e ao invés de sair pela saída de funcionários que estava bem longe, resolveu pular a corrente que fazia divisa com outro pátio, o que encurtava a saída.
Tudo bem, se ele não tivesse esquecido um pé antes da corrente. No pulo, perdeu o equilíbrio e bateu com a testa em um hidrante daqueles bem vermelhos. Não dava para saber o que era vermelho do hidrante e o roxo de sua testa. E bem no meio dela.

Ele levantou-se um pouco tonto, foi ao ponto de ônibus e depois de trinta minutos lá estava ele na porta da casa de Jorgicléia, e sua testa estava mais em evidência.
Ela estava limpando a casa e depois de alguns instantes de conversa, explicando a razão da testa vermelha e roxa, saiu dali aliviado pelos beijinhos que acabava de receber de sua namorada.

Eriosvaldo prometeu a si mesmo e à sua namorada que nunca mais iria ter crises de ciúme, e decididamente resolveu voltar ao trabalho, agora mais motivado, apaixonado, confiante e uma testa latejante.


Assim que chegou em sua seção, os colegas olharam para ele e começaram a rir:
"Ué! Você não ia chegar quebrando tudo lá?"
E risadas atrás de mais risadas...
"O que foi, ela reagiu?"
E gargalhadas...
Ninguém quis acreditar na versão do hidrante, apesar de ser a verdade.
Eriosvaldo aprendeu que não deve falar mais que a própria boca.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Jefferson em sua primeira festa junina.


Uma das coisas bem engraçada que marcou minha vida durante minha infância foi este acontecimento... O tempo passou e não esqueci  esse ocorrido, quando  ainda tinha meus 6 anos de idade...

Em 1989, eu estava matriculado em uma escola e cursava o pré. Foi praticamente o primeiro ano que eu adentrava uma escola como aluno e lá mesmo eu fui alfabetizado. Era uma ótima escola como muitas outras escolas estaduais que conhecemos durante a vida.
O ano corria a passos largos. Era de costume ouvir: “Nossa, o tempo está voando” ou “Credo, já estamos no meio do ano” e também “Nem vi o tempo passar”...
Mas para mim, um garoto que ia completar 6 anos de idade, não notei nada passando tão rápido assim... A única coisa que foi rapidíssimo de verdade, foi meu casamento, cuja cerimônia foi realizada naquela saudosa escola.

(Espere um pouco... O garotinho da estória iria completar seis anos de idade e havia se casado? E seu casamento durou pouco tempo?).
Exatamente... Vou explicar melhor...

Quando o mês de Junho foi chegando, a escola inteira se preparava para as festas juninas, e como toda criança que gosta de interagir com as outras, eu adorava estar no meio da galerinha. Minha mãe havia autorizado minha participação neste evento e a cada dia, nós da escola ensaiávamos os passos da dança para apresentar no dia marcado.

Eu era uma criança que observava muito o jeito do meu pai, sua postura em relação às mulheres, em relação aos colegas e a forma de agir em casa. Ele sempre foi muito amoroso conosco, porém muito sério na forma de educar os filhos. Minha mãe, sempre ao nosso lado, cuidava para que tivéssemos uma boa instrução no decorrer de nossas vidas.
E de certa forma, eu procurava ser igual meu pai, na seriedade e também no temperamento.

Meu pai sempre foi muito ciumento, em relação a nós, seus filhos, e à sua esposa.
Eu crescia acreditando que aquela forma de ele  ser com minha mãe, era a maneira mais correta de ser com uma mulher. Mesmo sendo uma criança que não possuía sentimentos parecidos, eu encenava certos instantes, apenas para ser igual.

Pela primeira vez, depois de muitos ensaios, chegou o dia em que eu iria “dançar quadrilha”, era assim que falávamos uns com os outros. Era final de tarde de uma sexta-feira  que não teve aula, todos chegaram trajando vestes de caipiras, pinturas nos rostos simulando barba e bigode, remendo nas roupas e chapéu de palha. As meninas usavam vestidos rodados, chapéus e tranças, todos em um estilo “roceiros”.
Lembro-me como se fosse hoje, da menina que foi minha parceira... Vanessa era seu nome.

A dança começou, foi tudo muito divertido, fizemos tudo conforme o ensaio, e no final fomos elogiados pelo desempenho. A festa terminou e após as despedidas, cada um foi para sua casa.
Na segunda-feira retornamos às aulas normalmente, e quando cheguei à sala de aula, encontrei Vanessa conversando com um garoto de nossa classe...
Imediatamente, senti uma sensação de perda, algo muito estranho para uma criança que iria completar seis anos dentro de dois meses ainda.
Pela primeira vez, senti ciúmes... Andei bem rápido em direção a ela enquanto o garoto ficava olhando minha aproximação... Cheguei o mais perto de Vanessa e  comecei a brigar com ela... Logo ela se livrou e saiu de perto de mim correndo.

Não me lembro da sequência dos fatos após este ocorrido. A única coisa que lembro  é que nosso casamento acabou ali, durou apenas um fim de semana...
(Como assim? Que casamento?)
Acontece que eu, em minha inocência, gostava de Vanessa, e acreditei cegamente que havíamos nos casado durante aquela dança na festa junina...

Hoje me lembro disso e começo a rir... Só me resta rir..

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Fome.

Por esses dias, recebi um e-mail sobre a fome no mundo. O assunto principal dizia que, todo dinheiro investido em armamentos, serviriam para acabar com a fome no planeta Terra. Fiquei pensando, para quê se tem armas? Armas são feitas exclusivamente para matar, ou tem alguma finalidade a mais? Nisto, pensando sobre a fome, resolvi escrever...



Fome... Tão pequena palavra
Tão forte seu efeito
Já não se dá  mais nenhum jeito
Para quem não tem o que comer
O vazio que se expande
A dor que inicia
Por não ter o que morder
Muito menos o que sentir

O paladar já não trabalha
Ser trêmulo já não é uma questão
Passar dias só sonhando
Com um pedaço de pão
Um alimento tão barato
E que todos bem precisam
O antigo pão de sal
E muitos não valorizam

Vai o dia, a noite vem,
O tempo todo se consome
Os que comem nem percebem
Tem alguém que sente fome
Eu queria ter poder
Pra saciar essa escassez
Exterminar essa tristeza
De toda terra de uma vez

Quando você se alimenta
Está nutrindo o seu corpo
Mas com certeza nem se lembra
Que na falta, alguém é morto.
Não desperdice o alimento
Não negue comida de ninguém
O que você desperdiça no lixo
Mata a fome de alguém

Quando for alimentar-se
Agradeça a Deus também
Por ter o que comer
Enquanto muitos não a têm
Mas não fique só parado
Satisfazendo-se com o que come
Lembre que teu irmão está na rua
Igual você, ele também sente fome.


De que adianta, falar, conscientizar, pensar, comover... E ficarmos parados esperando que alguém faça alguma coisa por eles? Comecemos hoje a fazer algo por aquele que não possui condições de fazer. Se tiver oportunidade, alimente, vista, converse e entenda que todos nós somos seres humanos e merecemos viver.

domingo, 21 de agosto de 2011

Meu primeiro Fusca 1979.

Foto real do meu Fusca 1979. "Rumadim né"?!
Trabalhar a noite, e ter ainda que enfrentar a chuva ou o frio no trajeto do labor; ninguém merece...
O que eu precisava era mesmo de um carro neste atual emprego, afinal de contas, esperar o transporte que a empresa nos oferecia, simplesmente fazia com que ficássemos uma hora antes e uma hora depois longe do descanso em casa.
Para quem havia desperdiçado boa parte do seu dinheiro em consertos intermináveis num 147 (dá até arrepio esses números) agora estava andando de fusquinha... Pelo menos com ele, ninguém fica na mão... Basta um alicate e um rolinho de arame e você faz uma revisão no Fusca.
Era este meu carro, e agora tudo corria muito bem. Minhas andanças tinham origem e destino tudo dentro dos conformes, sendo que é o carro mais popular de todos os tempos.

Não importa se é antigo ou se é o modelo “Itamar”, o que importa é que Fusca é Fusca, quase não desvaloriza na venda, quase não funde se não deixar faltar óleo no motor, quase cabe em qualquer estacionamento, basta ter força nos braços para girar seu volantinho, e quase não cabem compras do supermercado dentro do porta-malas... Mas é isso aí... Fusca é Fusca e não tem jeito!

Nunca me deixou na mão, exceto as vezes em que eu acreditava em sua fantástica economia de 8 km por litro de gasolina. Nessas horas, sem nada no tanque, eu nunca consegui fazer ele me levar em lugar algum.
O Fusca para mim será o carro do brasileiro. Quem é que nunca possuiu um Fusca? Então você não é brasileiro... Todo mundo aqui, já teve vontade de ter aquela “baratinha” na garagem, ainda mais quando era comum assistir nas tardes de domingo, filmes do Herbie, um fusca 68 que praticamente era vivo.

Bom, eu com meu “Herbie genérico”, trafegávamos perfeitamente, e no período de seis meses, nem o pneu furou, nunca usei o estepe. Fiz apenas uma troca de óleo e muitas lavadas e enceradas para deixar o 1979 do jeito que eu gostava.
A única coisa que nunca consegui e me sinto frustrado por isso, foi conseguir deixar em seu interior a essência de lavanda que muito gostei em meus carros. Por mais que eu comprasse um refil após o outro, nada vencia aquele cheirinho leve de gasolina por dentro. Foi a primeira vez que entendi que o Fusca tinha suas particularidades.

Levar alguém na rodoviária... Só se for uma pessoa apenas e com uma quantidade de malas suficiente para ocupar o pequeno espaço do banco traseiro. Nunca em minha vida consegui colocar uma mala sequer em seu destino correto, o porta-malas.
Bateria... Eu não sei o que aquele danado faz com tanta energia a noite. Basta deixar alguns dias parado que  não pega na chave depois. Se esse camarada veio com o sistema de gerador de energia, deveria ser sustentado pelo sistema... Aconselharam-me a instalar um alternador no lugar do gerador, um sistema mais útil que realmente recarrega a bateria quando o carro está em funcionamento.

Se o Fusca nasceu com esse tal de dínamo (gerador), terá que sobreviver com isso! E nunca gastei dinheiro trocando nada nele. Eu era realmente satisfeito com meu “Herbie” 79.
Mas nem tudo na vida são flores... Com o passar dos meses, ao levar o carro para o alinhamento, foi informado da seguinte situação, a seguir, as palavras do profissional:
“Seu carro está quebrando bem no chapéu de napoleão...”
Não acredito! Onde? Cadê o chápeu? Cadê o quebrado? Não é possível...
Traumatizado com o “quatorze ponto sete”, me informei melhor daquele diagnóstico terrível sobre o meu fusquinha, e nem quis fazer esforços para ajuda-lo a vencer mais um ano de sua vida. Fiz o que pude, não estava disposto a gastar mais dinheiro com carro usado, e nas primeiras vezes que tentei vende-lo, achei um comprador...
Aliás, um trocador... Para mim, estava tudo muito bem, para quem teve um fiat 147 com o chifrão trincado, agora tinha um fusca com o chápeu de napoleão quebrado, e ainda conseguia passar os carros para outros interessados, melhor do que sofrer com eles.

Naquele domingo, numa feira de carros usados, eu estava entregando meu “Herbie” para um pedreiro e me apaixonei por um Corcel 1, branco, de 1976...
Como dizem no meio dos “catireiros”, eu dei umas “quirelas” de volta no negócio e fui embora para casa, acreditando estar com um carro maior e que tinha boa aceitação no ramo de usados. Em poucos dias, nem me lembrava mais do Fusca.
No trajeto casa-trabalho, meu “corcelzin” andava comigo de mãos dadas...
Aquele foi meu primeiro Fusca e este era meu primeiro Corcel...

Continuação da história do Corcel 1 emMeu primeiro Corcel

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Era uma vez...


Era uma vez um vendedor de verduras que caminhava todos os dias por um bairro inteiro oferecendo alfaces, tomates, maçãs e laranjas. Ele não se cansava daquela rotina de bater de porta em porta a procura de compradores. Tinha dia que não vendia quase nada e tinha dia que logo no final da manhã tudo estava entregue e seu carrinho voltava leve. Esse era o melhor dia de sua vida, quando conseguia vender todas suas verduras e frutas.

Sempre passava por uma casa no final da avenida quando ia embora para seu lar, e notava que naquele lugar morava apenas uma senhora já de idade bem avançada, com um garotinho, o que provavelmente seria seu neto ou filho de adoção. Aquele homem nunca viu mais do que os dois naquela casa simples e escura, era normal aquela situação já que se tratava de um bairro antigo e seus moradores quase sempre foram os mesmos.

Certo dia saiu a vender, empurrando seu carrinho e anunciando com voz forte em ritmo de música seus produtos, passou em frente a casa e escutou alguém o imitando. Bem, era normal que uma criança tentasse até zombar do seu jeito de anunciar as verduras, mas ele não se chateava e continuava a anunciar bem mais alto. E assim, o garotinho que já o conhecia de longe pela voz rouca e firme, ficava imitando o vendedor em suas brincadeiras. Sua avó, dizia que era errado criticar os outros. O garotinho se explicava dizendo que queria ser um vendedor de verduras quando crescer. Apesar da vida miserável, a  avó ignorava e dizia que ele teria que ser um médico, um advogado, um executivo, mas nunca um vendedor de verduras.

Aquele homem passava na ida e na volta diante da casa, mas teve um dia que o garotinho sorriu para ele e correu em sua direção. O homem parou, acreditando que faria sua primeira venda naquele dia tão difícil. Era final de tarde e o carrinho estava repleto de folhas, umas mais murchas que as outras e o homem pulverizava água sobre elas para retardar o efeito. O garotinho sorriu e disse ao vendedor: “Eu acho muito bonito o seu trabalho, eu quero ser igual ao senhor quando estiver grande”!
O homem sorriu e começou a chorar disfarçadamente para que o menino não percebesse as lágrimas, e como uma forma de retribuição por aquelas palavras sincera, ofereceu algumas laranjas e maçãs ao menino. Deu a ele também alface e couve. Logo saiu pelo caminho, emocionado por encontrar palavras agradáveis naquele dia.

A avó do garoto questionou ao menino a procedência daquelas coisas e o garoto contou o que tinha ocorrido. Era justamente o que faltava naquela casa, estava pronto somente o arroz e nada mais, e a senhora abraçou o menino e disse que faria uma boa salada para comerem com o arroz e que a sobremesa seria as frutas. O garoto ficou muito feliz, e a senhora bastante alegre por ser presenteada no momento em que restava apenas um pouco de arroz para comer.

O vendedor chegou em sua casa e relatou à esposa o ocorrido, e disse: “Eu estava tão desanimado de sair amanhã para vender, mas encontrei um garotinho, ele me disse que me admira e quer ser como eu.”  Daquela simples frase, o vendedor encontrou forças para trabalhar por mais vinte anos naquele ritmo de vida, criou filhos e vivia uma velhice simples, mas honrada. E por mais de 10 anos, sempre ofertava aquela família pobre, parte do que não vendia. E quando vendia tudo, dava parte de suas vendas aquela família humilde.

O garoto cresceu, estudou e quando jovem, tomou posse de uma herança que lhe estava reservada, para quando atingisse a maior idade. Era uma fazenda que seus pais biológicos haviam deixado para ele. Sua avó, de criação;  bem mais velha que antes, conseguia arcar com as mínimas despesas da casa através de tapetes que fazia e quadros que pintava. O menino que sempre estudou em escola pública, agora estaria prestes a se formar em direito. Quando soube da notícia da herança, foi orientado e aconselhado por muitos a não envolver com fazendas, disseram a ele que seria melhor se vendesse e aplicasse o dinheiro em outras coisas.

O jovem não pensou duas vezes. Foi até a casa daquele antigo vendedor de verduras e o convidou para ser o gerente da grande fazenda, ali o homem poderia plantar e colher o que quisesse e a cada mês, daria uma cabeça de gado como salário. Levou-o até a sede da fazenda e perceberam quão aconchegante era aquele lugar. O homem ficou espantado e muito feliz, nem acreditava no que estava acontecendo. Sua esposa aceitou a proposta e logo todos se mudaram para aquele imenso lugar verde. A avó do garoto não quis deixar a antiga casa que sempre moravam, e o jovem realizou uma grande reforma naquele lugar.

O rapaz crescia e entendia que indiretamente foi sustentado pelo vendedor de verduras, que nunca exigiu nada em troca. E até o dia de hoje, nos finais de semana, o garoto sai com o mesmo carrinho de verduras, não para vender, mas para alimentar as famílias mais pobres daquele bairro. E durante a semana, o antigo vendedor de verduras, distribui alimentos ajudando os que sentem fome e que moram nas ruas.

Em uma casa distante, várias pessoas  esperam a visita deles, na esperança de receber alimento para os seus corpos e carinho para seus corações. Com o passar do tempo eles aprenderam também que, aquele que tem, deve contribuir com os que não têm. E agindo assim, quase não haverá o necessitado sobre a terra.

domingo, 14 de agosto de 2011

Na linguagem dos matutos: "Você foi meu professor..."


Hoje não lhe entreguei nenhum presente
Bem que poderia ter lhe dado uma lembrancinha
Hoje não lhe disse tudo que realmente queria
Bem que poderia ter lembrado nosso passado feliz
Hoje não declarei minha admiração
Bem que poderia ter puxado algum assunto
Hoje não olhei fixamente em seus olhos
Bem que poderia ter percebido o brilho deles
Hoje não permaneci segurando em suas mãos
Bem que deveria ter durado mais aquela saudação
Hoje não senti aquele abraço forte e duradouro
Bem que poderia ter insistido nesse afeto
Hoje não passei a mão em seus cabelos
Bem que poderia correr a mão sobre eles
Hoje não declarei todo meu amor
Bem que poderia ter falado tudo que sentia
Hoje não estivemos tão presentes
Bem que queria abraçar e sentir teu calor
Hoje não senti o seu perfume
Bem que poderia ter insistido em sentir teu cheiro
Hoje te vejo como forte depois de tudo que passou
Bem que o senhor poderia notar minha fraqueza
Hoje vejo o tempo passar
Bem que poderíamos vivenciar cada segundo
Hoje se comemora o seu dia
Bem que poderia ser reconhecido todo o ano
Hoje o senhor me olha um pouco distante
Bem que poderia perceber, que
Hoje, teu filho simplesmente te admira
E sempre deseja o teu bem
Na minha mente esta gravada
Seu cuidado de pai, por ter lutado, sustentado
E ensinado, o caminho que eu deveria seguir
Hoje eu sei
Bem que poderia
Estar mais perto de você
Saiba então, que se aqui cheguei
É porque você me alimentou, cuidou, suou...
Em suas qualidades posso te dizer:
Meu pai, meu espelho.
Feliz dia dos pais!
(Jefferson Nunes)